Santa Maria (RS) – Um BYD Dolphin pegou fogo na noite de domingo (19) enquanto era recarregado em via pública, no centro de Santa Maria. O Corpo de Bombeiros apontou que a chama começou numa extensão elétrica inadequada, utilizada para ligar o carregador portátil a uma tomada de um prédio próximo.
Causas apontadas pelos bombeiros
De acordo com nota da corporação, a extensão não suportava a corrente exigida pelo veículo. O cabo passava pelo interior do carro e o carregador estava sobre o banco, situação que favoreceu o superaquecimento. O ponto exato da ruptura foi justamente a emenda entre a extensão e o carregador.
As imagens divulgadas nas redes sociais mostram que o fogo ficou restrito à cabine; o conjunto de baterias não foi afetado.
Orientações do fabricante
O manual do BYD Dolphin recomenda recarga em tomada de 220 volts, com 10 amperes e circuito aterrados. Nessa condição, a potência é de 2,2 kW – menos da metade de um chuveiro elétrico comum, que consome cerca de 6 kW, segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Entre os cuidados listados pela montadora estão:
- não usar extensões, adaptadores ou cabos adicionais;
- não deixar o cabo enrolado;
- evitar temperaturas ambiente acima de 50 °C;
- manter o carregador fora do porta-malas ou sob o veículo;
- interromper o uso se houver folga ou mau contato na tomada.
O que dizem os especialistas
Para o professor Genaro Mariniello da Silva, da FMU, a combinação de extensão subdimensionada e contato com estofamento inflamável foi determinante. “Fios superaqueçam, derretem o isolamento e iniciam a combustão, principalmente quando próximos a materiais como tecidos”, explica.
Clemente Gauer, diretor de segurança da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), acrescenta que o calor interno do carro contribuiu. Com vidros fechados, a temperatura pode chegar a 50 °C, aumentando a chance de combustão espontânea.
Infraestrutura de recarga no País
Levantamento da ABVE indica 16.880 pontos públicos de recarga até agosto, para uma frota de 318.585 veículos 100% elétricos e híbridos plug-in – média de 19 carros por ponto. São Paulo concentra 28,3% (4.777) dos eletropostos; o Rio Grande do Sul tem 1.455, sendo 42 em Santa Maria.
Para reduzir riscos, Silva recomenda instalar um ponto exclusivo para o carro, com profissional qualificado e carregador que possua proteções embutidas.
Orientações detalhadas sobre instalações elétricas seguras podem ser encontradas na cartilha do Inmetro.
Quer saber como sua cidade está se preparando para a mobilidade elétrica? Confira outras reportagens na editoria Município.
Em resumo, o caso de Santa Maria reforça a importância de seguir as instruções do fabricante e evitar improvisos durante a recarga de veículos elétricos. Fique atento às recomendações e compartilhe essas dicas para uma mobilidade mais segura.
Com informações de g1
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