Uma paralisação parcial do governo dos Estados Unidos, que já entra na terceira semana, deve reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) real entre 0,1 e 0,2 ponto percentual por semana, segundo estimativas de economistas. Especialistas avaliam, no entanto, que a maior parte da atividade perdida tende a ser recomposta quando as operações federais forem normalizadas.
O impasse orçamentário nasceu da falta de acordo entre republicanos e democratas no Congresso norte-americano sobre o financiamento de todas as agências federais. Dessa vez, nenhum departamento recebeu verba antecipada, o que amplia o alcance da interrupção de serviços.
Quem é afetado
Cerca de 700 mil servidores foram colocados em licença sem remuneração e número semelhante continua trabalhando sem receber. Muitos deverão deixar de receber o primeiro contracheque integral já nesta sexta-feira, o que pode levar famílias a postergar gastos de consumo.
A Casa Branca sinalizou que o pagamento retroativo não está garantido. Durante a paralisação, o governo do presidente Donald Trump chegou a demitir parte dos funcionários dispensados.
Efeitos sobre a economia
Analistas apontam que os principais impactos recaem sobre o consumo das famílias e sobre a queda de produtividade dos servidores federais. Para Gregory Daco, economista-chefe da EY-Parthenon, o desligamento não é suficiente para empurrar a economia à recessão, mas prolongar a disputa tende a gerar perdas permanentes aos trabalhadores que reduzem despesas à espera de salários atrasados.
O Escritório do Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) também projeta danos temporários, que aumentam conforme o impasse se estende. O órgão lembra que, na paralisação de 34 dias iniciada em dezembro de 2018, o PIB quase parou de crescer no quarto trimestre e só acelerou nos primeiros três meses seguintes.
Programas sociais em risco
Governos estaduais como Nova York, Texas e Pensilvânia alertaram que benefícios do programa de vale-alimentação podem ser suspensos caso o shutdown avance para novembro. Na Pensilvânia, o encerramento desses pagamentos está previsto para 16 de outubro, se não houver solução.
Militares da ativa receberam soldo na semana passada, mas relatos na imprensa apontam valores menores do que o usual.
Para Brian Bethune, professor de economia do Boston College, as consequências imediatas já estão em curso, enquanto danos de longo prazo dependem do tempo de duração do conflito político. “À medida que a paralisação se prolonga, os impactos de curto prazo se acumulam”, afirmou.
Mesmo que grande parte da atividade seja recuperada quando o governo reabrir, o atraso nos salários e a interrupção de serviços podem gerar custos sociais que não retornam integralmente.
Relatório recente do Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos reforça que os efeitos são reversíveis, mas se tornam mais severos com o prolongamento do impasse.
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Em resumo, economistas veem impactos visíveis no consumo e na produção durante o shutdown, mas esperam recuperação parcial quando as atividades forem retomadas. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe a matéria nas suas redes sociais.
Com informações de g1
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