A Casas Bahia anunciou nesta quinta-feira (23) um acordo comercial de longo prazo com o Mercado Livre para disponibilizar seus produtos no marketplace a partir de novembro. A revelação impulsionou os papéis da varejista, que chegaram a valorizar 17,1%, negociados a R$ 3,69 na máxima do dia.
Impacto no pregão
Por volta das 12h10, as ações da Casas Bahia subiam 6,35%, a R$ 3,35. No mesmo horário, os papéis do Mercado Livre permaneciam praticamente estáveis, cotados a US$ 2.097,01 na bolsa norte-americana. Já o Magazine Luiza sentiu o efeito da novidade: as ações recuavam 6%, para R$ 7,84.
Expectativas para a parceria
Executivos das duas companhias afirmaram que a colaboração deverá ampliar a participação do Mercado Livre nos segmentos de eletrônicos e eletrodomésticos no Brasil, ao mesmo tempo em que impulsiona o volume de vendas da Casas Bahia.
Análise do mercado
Em relatório, analistas do Santander destacaram que a varejista tem concentrado esforços em bens duráveis nos últimos meses e que “o acesso a um público mais amplo deve gerar ganhos de escala, maior alavancagem operacional e condições melhores junto a fornecedores”. Para o Mercado Livre, a entrada de um grande vendedor nacional fortalece o sortimento em categorias onde lojistas menores enfrentam dificuldades de competição.
Por outro lado, o Citi colocou o Magazine Luiza em observação negativa por 30 dias, alegando que a parceria, somada à concorrência acirrada de Mercado Livre, Shopee e Amazon, aumenta a pressão sobre a companhia.
Cenário setorial
O movimento reflete um ambiente de forte disputa no varejo on-line brasileiro, marcado pela busca de volume e pelo avanço de marketplaces consolidados. Segundo dados da B3, o segmento de e-commerce segue entre os mais negociados na bolsa, impulsionado por projeções de crescimento do consumo digital.
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Resumo: a nova parceria promete fortalecer o portfólio do Mercado Livre e ampliar a base de clientes da Casas Bahia, enquanto adiciona pressão competitiva sobre o Magazine Luiza. Continue acompanhando nossas atualizações para entender os próximos desdobramentos do setor.
Com informações de g1
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