O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou nesta terça-feira (12) que o Palácio do Planalto pretende divulgar na quarta-feira (13) um conjunto de medidas destinado a amparar empresas brasileiras atingidas pelo aumento de tarifas aplicado pelos Estados Unidos. O governo norte-americano, comandado pelo presidente Donald Trump, elevou em 50% a taxação sobre diversos produtos nacionais.
Segundo Haddad, o objetivo é criar instrumentos que aliviem os efeitos imediatos do chamado “tarifaço” enquanto o Brasil busca uma saída negociada para a disputa comercial. Inicialmente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinaria as normas ainda na terça, mas optou por oficializar o pacote somente no dia seguinte. “Amanhã estarão detalhados os valores e os processos”, declarou o ministro.
Principais frentes do plano
O texto está sendo elaborado em conjunto pelos ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e das Relações Exteriores. Entre as ações previstas estão:
- linhas de crédito para financiar investimentos e capital de giro das companhias afetadas;
- adiamento por até dois meses na cobrança de tributos e contribuições federais, medida semelhante à adotada durante a pandemia de Covid-19;
- compras públicas de produtos perecíveis, como peixes, frutas e mel, que estão estocados desde o anúncio da tarifa.
Setores atingidos
A sobretaxa norte-americana, anunciada em julho, incide sobre aço, alumínio, etanol e determinados itens agrícolas. Empresários brasileiros temem perda de competitividade no mercado dos Estados Unidos e queda nas exportações.

Imagem: g1.globo.com
Com a divulgação oficial dos detalhes prevista para esta quarta-feira, o governo espera oferecer um alívio temporário às empresas enquanto prossegue a negociação diplomática para reverter a medida tarifária.
Com informações de g1.globo.com
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








