O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (25) um acréscimo de 10% nas tarifas aplicadas a produtos importados do Canadá, elevando ainda mais a tensão entre os dois países.
A medida foi divulgada um dia após Trump declarar o rompimento das negociações comerciais com Ottawa, reação a um anúncio publicitário canadense que, segundo o líder norte-americano, distorceu fatos e o “enfureceu”.
Campanha em Ontário provoca reação
O estopim para a crise foi um comercial exibido na província de Ontário que utilizou falas do ex-presidente Ronald Reagan sobre tarifas, insinuando que os tributos prejudicam os consumidores dos EUA. Trump classificou a peça como “jogo sujo” e disse não ter intenção de se reunir com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, enquanto a disputa persistir.
A Fundação Ronald Reagan protestou contra o uso das imagens e estuda medidas legais. Mesmo após o governo provincial prometer retirar o anúncio, Trump afirmou: “Posso jogar mais sujo que eles”.
Tarifas já afetam diversos setores
Antes do anúncio deste sábado, os produtos canadenses desembarcavam nos EUA pagando uma tarifa média de 35%. Alguns itens, porém, possuem alíquotas específicas: madeira (10%), armários de cozinha, pias de banheiro e móveis estofados (25%). Com o novo aumento, a carga tributária total sobre determinados bens pode ultrapassar os 45%.
Encontro com Lula e impacto no T-MEC
Trump embarca para a Malásia, onde se reúne neste domingo (26) com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec). Entre os temas, estão as tarifas aplicadas aos produtos brasileiros, que o norte-americano disse poder revisar “nas circunstâncias certas”.
A escalada tarifária ocorre em meio às tratativas para renovar o T-MEC, acordo que garante comércio praticamente livre de impostos entre Estados Unidos, Canadá e México. Autoridades canadenses relataram avanços em setores como aço, alumínio e energia, mas o impasse publicitário interrompeu o diálogo.
Apesar do clima tenso, Mark Carney declarou estar “pronto para retomar as conversas quando Washington quiser”.
Mais detalhes sobre a política tarifária dos Estados Unidos podem ser consultados no Office of the United States Trade Representative.
Para acompanhar outras atualizações da editoria Internacional, visite a seção dedicada do nosso portal Internacional.
O impasse reforça a volatilidade das relações comerciais na América do Norte e coloca em foco o futuro do T-MEC. Continue acompanhando nossas publicações para receber novos desdobramentos sobre o tema.
Com informações de g1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








