Seul, 30 de outubro de 2025 – Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, fecharam nesta quinta-feira (30) um acordo que diminui a tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo.
Principais pontos do acordo
Tarifas: Washington vai reduzir a tarifa média aplicada a produtos chineses para 47%, cerca de dez pontos percentuais abaixo do nível anterior.
Terras raras: Pequim aceitará, por um ano, suspender as restrições à exportação dos 17 metais essenciais para a indústria de alta tecnologia.
Setor agrícola: A China retomará imediatamente a compra de soja americana, com compromisso mínimo de 25 milhões de toneladas métricas por ano pelos próximos três anos.
Saúde pública: O governo chinês reforçará ações de combate ao tráfico de fentanil.
Efeitos nas cadeias de produção
A liberação temporária das exportações de terras raras garante previsibilidade a fabricantes de equipamentos eletrônicos, automóveis e defesa fora da China. Esses elementos, como praseodímio, disprósio e neodímio, concentram-se em reservas chinesas e exigem processos complexos de extração.
Chips e semicondutores
A venda de chips avançados, setor em que a norte-americana Nvidia é líder, não entrou diretamente na pauta, mas analistas ressaltam a interdependência: cerca de 25% das receitas da empresa vêm do mercado chinês.
Impacto para o Brasil
Soja: A volta da China ao mercado americano pode reduzir a demanda pelo grão brasileiro, pressionando preços e volumes de exportação. De janeiro a junho de 2025, portos do Sul do Brasil responderam por quase 66% das vendas do país ao gigante asiático.
Terras raras: O Brasil detém a segunda maior reserva mundial desses minerais, mas ainda exporta o insumo de forma bruta, sem grande capacidade de processamento interno.
Próximos passos diplomáticos
No domingo (26), Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiram em Washington a suspensão de tarifas americanas sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro pretende concluir as negociações “em poucas semanas”, segundo o chanceler Mauro Vieira.
A Organização Mundial do Comércio (OMC) monitora acordos bilaterais que podem afetar o fluxo global de bens e serviços, conforme divulgado em seu portal oficial wto.org.
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O acordo entre EUA e China alivia incertezas sobre cadeias de suprimentos e gera repercussões diretas para setores estratégicos brasileiros, especialmente soja e mineração. Continue acompanhando nossos canais para novidades sobre comércio exterior e impactos na economia nacional.
Com informações de g1
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