Brasília – A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) encerrou o terceiro trimestre de 2025 com prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões, segundo demonstrações financeiras divulgadas nesta sexta-feira (28). O resultado negativo marca o 13º trimestre consecutivo de perdas, série iniciada no quarto trimestre de 2022.
Receitas em queda e despesas em alta
De janeiro a setembro, a receita líquida atingiu R$ 12,3 bilhões, recuo de 12,7 % (R$ 1,8 bilhão) em relação ao mesmo período de 2024, quando o faturamento foi de R$ 14,1 bilhões.
Os custos operacionais tiveram leve redução de 1,31 %, passando de R$ 11,8 bilhões para R$ 11,7 bilhões. Já as despesas gerais e administrativas aumentaram 53,5 %, saltando de R$ 3,1 bilhões para R$ 4,8 bilhões.
Impacto dos precatórios e juros de empréstimos
O principal fator para o avanço das despesas foi o pagamento de precatórios decorrentes de decisões judiciais definitivas. O valor a desembolsar somou R$ 2,1 bilhões em 2025, frente a R$ 483 milhões em 2024. Somente no terceiro trimestre, foram reconhecidos R$ 524 milhões.
Os gastos financeiros também cresceram devido aos juros de empréstimos contratados entre dezembro de 2024 e junho de 2025, que totalizaram R$ 157 milhões. Em dezembro, a estatal pegou R$ 550 milhões nos bancos ABC e Daycoval; em junho, contratou mais R$ 1,8 bilhão, gerando até agora R$ 109 milhões em juros.
Busca por crédito e plano de reestruturação
Em outubro, a empresa anunciou a intenção de captar R$ 20 bilhões para aliviar o caixa. Uma nova gestão assumiu em setembro e aprovou, em 21 de novembro, um plano de reestruturação focado em recuperação financeira, consolidação do modelo de negócios e crescimento estratégico. Entre as medidas previstas estão programa de demissão voluntária, reorganização da rede de atendimento e venda de ativos.
Com o plano, a direção espera concluir a contratação do empréstimo até o fim de novembro.
Para compreender como estatais devem divulgar resultados, o Tesouro Nacional detalha normas e demonstrações contábeis que se aplicam às empresas públicas federais.
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Os próximos passos da estatal serão decisivos para conter a sequência de prejuízos. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe a notícia em suas redes.
Com informações de g1
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