Brasília – O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,1% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior, indicando desaceleração do ritmo econômico, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (4/12).
Na comparação com o mesmo período de 2024, o PIB avançou 1,8%. No acumulado de 2025, a expansão é de 2,4% frente aos primeiros nove meses do ano passado.
Desempenho setorial
O resultado trimestral foi sustentado principalmente pela agropecuária, com alta de 10,1%. A indústria cresceu 1,7%, enquanto o setor de serviços, que responde por mais de 70% da economia, registrou aumento de 1,3% em 12 meses.
Preocupação com superaquecimento
Apesar dos números positivos em termos absolutos, economistas veem a desaceleração como saudável. Para Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, “é preferível manter crescimento de 2% a 2,5% ao ano de forma sustentável, com juros mais baixos”.
O país opera próximo do chamado “pleno emprego”, com taxa de desemprego de 5,4%. Nesse cenário, explica Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter, um crescimento mais forte pode pressionar salários e preços, alimentando a inflação.
Juros elevados e política fiscal
Desde 2024 o Banco Central vem mantendo juros elevados para conter a inflação, movimento definido por Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Ibre/FGV, como “doses cavalares” de aperto monetário. A recente perda de fôlego do PIB indica que a estratégia começa a surtir efeito.
Ao mesmo tempo, a política fiscal segue expansionista. A PEC da Transição adicionou cerca de R$ 200 bilhões em despesas em 2023, impulsionando consumo e ajudando a reduzir a pobreza, mas dificultando o trabalho do Banco Central.
Rumo ao “pouso suave”
Analistas consideram que o país se aproxima de um “pouso suave”, combinação de desaceleração gradual, queda de juros e manutenção dos empregos. Caso próximos resultados voltem a acelerar, o BC pode adiar cortes na taxa básica.
Para 2026 são esperados novos estímulos fiscais, como mudanças no Imposto de Renda e gastos típicos de ano eleitoral. Já em 2027, economistas projetam discussão sobre ajustes nas contas públicas.
Com informações de G1
Dados detalhados sobre o desempenho do PIB podem ser consultados no portal do IBGE, responsável pela divulgação oficial das contas nacionais.
Para acompanhar outras notícias que impactam a economia e a política nacional, visite a seção de Política do nosso site.
Em resumo, a economia brasileira perdeu ritmo no terceiro trimestre, movimento visto por especialistas como necessário para reduzir pressões inflacionárias. Continue acompanhando nossas atualizações e entenda como essas mudanças podem afetar seu dia a dia.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








