A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que as tarifas residenciais de energia elétrica fecharão 2025 com reajuste médio de 7%. O percentual consta na edição do boletim InfoTarifa divulgada nesta sexta-feira (5).
Em março, a projeção apontava alta de 3,4%, mas o valor foi revisto principalmente após a aprovação do orçamento de R$ 49,2 bilhões para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia políticas públicas do setor.
Pressão da CDE
A Aneel destaca que encargos setoriais e custos de compra de energia são os itens que mais impactaram a mudança de cenário. Para 2026, a autarquia projeta que as despesas da CDE possam atingir R$ 52,7 bilhões, impulsionadas pelo crescimento da micro e minigeração distribuída (MMGD) e pelos descontos concedidos a fontes incentivadas. O orçamento de 2026 ainda passará por consulta pública.
O que paga a CDE
O fundo cobre ações como:
- Tarifa Social direcionada a famílias de baixa renda;
- Programa Luz para Todos;
- Geração de energia em sistemas isolados;
- Subsídios a fontes renováveis;
- Compensações para consumidores que geram a própria energia.
Os recursos da CDE vêm, sobretudo, de encargos embutidos na fatura de todos os consumidores, além de multas aplicadas pelo setor elétrico e aportes do Tesouro Nacional.
Segundo a Aneel, a alta prevista de 7% deverá superar a inflação esperada para 2025, ampliando o peso da conta de luz no orçamento das famílias.
Para entender em detalhes como funciona o mecanismo de subsídios do setor elétrico, o Ministério de Minas e Energia oferece informações adicionais.
Se deseja acompanhar outras decisões que impactam o bolso do consumidor, visite a seção de Política do portal.
Resumo: a Aneel elevou de 3,4% para 7% a previsão de reajuste médio na conta de luz em 2025, reflexo do maior orçamento da CDE. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe esta informação com quem precisa ficar por dentro.
Com informações de G1
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