Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira, 10 de dezembro, manter a taxa básica de juros em 15% ao ano pela quarta reunião consecutiva.
Com a Selic no mesmo patamar, o Brasil permaneceu na vice-liderança do ranking mundial de juros reais elaborado pela plataforma MoneYou. Considerando a inflação projetada para os próximos 12 meses, o juro real brasileiro ficou em 9,44%.
Turquia lidera; Rússia completa o pódio
No levantamento de 40 economias, a Turquia manteve a primeira colocação, com taxa real de 10,33%. A Rússia aparece em terceiro lugar, registrando 7,89%. A Argentina ocupa a quarta posição, agora com 7,14% de juro real.
Selic no maior nível em quase 20 anos
A taxa de 15% vigora desde março e é a mais alta desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Para o Copom, a manutenção segue necessária diante das incertezas fiscais e da trajetória dos preços.
Ranking dos juros nominais
Mesmo sem descontar a inflação, o Brasil figura entre as maiores taxas globais. Veja as cinco primeiras colocações:
- Turquia – 39,50%
- Argentina – 29,00%
- Rússia – 16,50%
- Brasil – 15,00%
- Colômbia – 9,25%
O relatório da MoneYou destaca que a recente desaceleração do dólar e a atividade econômica mais fraca contribuíram para algum alívio nos índices de preços, embora o cenário fiscal siga pressionando as expectativas de inflação.
Dados históricos sobre a Selic podem ser consultados no Banco Central do Brasil, que reúne as séries completas da taxa desde 1986.
Para acompanhar outras decisões econômicas que impactam o país, confira a editoria de Política do nosso portal.
Resumo: O Copom manteve a Selic em 15%, deixando o Brasil com o segundo maior juro real do mundo (9,44%), atrás apenas da Turquia. A taxa básica segue no ponto mais elevado desde 2006.
Com informações de G1
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