São Paulo – Responsável pela operação da Volkswagen no Brasil há seis anos, Ciro Possobom comemora o bom desempenho do SUV Tera e detalha os próximos passos da montadora rumo à eletrificação.
Sucesso comercial do Tera
A montadora alemã registrou crescimento de 18% nas vendas na América Latina em 2025. O principal motor desse avanço foi o Tera, utilitário-esportivo concebido no centro de desenvolvimento brasileiro, lançado em meados do ano e já líder de emplacamentos no segmento. Segundo a empresa, 60 mil unidades foram comercializadas no mercado interno e em países vizinhos.
No dia da estreia comercial, três meses de produção na fábrica de Taubaté (SP) esgotaram em menos de uma hora, com 12.200 pedidos confirmados. O Tera divide a linha de montagem com o Polo, modelo que perdeu ritmo de vendas à medida que o SUV ganhou espaço.
Planos de eletrificação
Dos R$ 20 bilhões anunciados para investimentos na América Latina, uma parcela significativa será destinada à introdução de veículos eletrificados. Possobom reconhece que a Volkswagen ficou atrás de concorrentes como Toyota e Chevrolet, que já oferecem híbridos nacionais, mas garante que todos os lançamentos a partir de 2026 terão, pelo menos, uma versão eletrificada.
Para acelerar o cronograma, a empresa contratou financiamento de R$ 2,3 bilhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estratégia inicial prioriza sistemas híbridos flex, considerados mais adequados à extensão territorial do país e ao perfil de uso do consumidor brasileiro, que roda em média entre 13 mil e 15 mil quilômetros por ano.
Mercado e desafios
Possobom aponta três fatores que poderiam impulsionar o setor automotivo: redução dos juros, aumento da produção local – hoje em torno de 600 mil unidades da Volkswagen na região – e revisão de regras de emissões, que, segundo ele, encarecem os veículos.
Mesmo com previsão de 2,55 milhões de carros novos emplacados no Brasil em 2025, o crescimento de 3% é considerado tímido pela montadora. A perspectiva é de melhora com a esperada queda da taxa Selic, atualmente em 15%.
Ausência no Salão do Automóvel
A Volkswagen optou por não participar do Salão do Automóvel de São Paulo de 2025, apesar do retorno do evento após sete anos. Possobom justifica a decisão pela ausência de várias marcas tradicionais e pelo formato considerado pouco inovador. A volta em 2027 dependerá de um “salão forte”, com presença maciça da indústria.
Com a aceleração dos investimentos e a confirmação de uma linha eletrificada a partir de 2026, a Volkswagen tenta recuperar terreno frente à concorrência, mantendo o Tera como principal vitrine de seu portfólio nacional.
Para compreender como financiamentos públicos podem impulsionar a transição energética no setor automotivo, o leitor pode acessar a página do BNDES com detalhes sobre linhas de crédito à inovação.
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Compartilhe a matéria e fique de olho em nossas atualizações para saber quando a Volkswagen apresentará seus primeiros híbridos flex produzidos no país.
Com informações de g1
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