Brasília – Já está em vigor, a partir desta quinta-feira (1º), o novo desconto social na conta de energia elétrica destinado a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda entre meio e um salário-mínimo por pessoa e consumo mensal de até 120 kWh.
A medida, que deve alcançar cerca de 4 milhões de domicílios em todo o país, concede redução de 9% a 18% no valor da fatura, a depender da região. O abatimento será aplicado automaticamente para quem mantém o cadastro atualizado, sem necessidade de solicitação às distribuidoras.
Como funciona o benefício
As concessionárias tiveram até a última quarta-feira (31) para cruzar as bases de dados e identificar os consumidores elegíveis. Segundo o governo federal, as próximas faturas já devem chegar aos clientes com o valor ajustado.
O desconto social complementa a tarifa social de energia elétrica, em vigor desde julho do ano passado, que isenta totalmente quem possui renda de até meio salário-mínimo per capita e consome no máximo 80 kWh por mês. Atualmente, a tarifa social atende 17 milhões de famílias, o equivalente a aproximadamente 60 milhões de pessoas.
Quem tem direito
Tarifa social (isenção total)
- Famílias do CadÚnico com renda até meio salário-mínimo por pessoa;
- Pessoas com deficiência ou idosos a partir de 65 anos contemplados pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) e inscritos no CadÚnico;
- Famílias indígenas e quilombolas registradas no CadÚnico;
- Moradores de áreas isoladas atendidos por módulos de geração off-grid.
Desconto social (9% a 18%)
- Famílias do CadÚnico com renda entre meio e um salário-mínimo por pessoa;
- Consumo mensal de energia limitado a 120 kWh.
Mais detalhes sobre critérios e faixas de consumo podem ser consultados no portal da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), responsável pela regulação do setor.
Para acompanhar outras iniciativas voltadas à redução de despesas das famílias, acesse a seção de Política do Se Pôr Dentro.
O desconto social reforça a política de inclusão energética e busca aliviar o orçamento de milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.
Com informações de G1
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