O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou as maiores companhias petrolíferas do país a aportarem pelo menos US$ 100 bilhões na Venezuela. O apelo foi feito em reunião realizada na Casa Branca, em 10 de janeiro de 2026, com executivos da ExxonMobil, ConocoPhillips, Chevron e outras empresas do setor.
Trump argumentou que o capital norte-americano teria a chance de reconstruir a infraestrutura energética venezuelana, deteriorada após anos de crise, além de elevar a produção de petróleo a patamares “nunca antes vistos”.
Resistência corporativa
Os representantes das petroleiras responderam com cautela. Darren Woods, presidente-executivo da ExxonMobil, lembrou que a empresa já teve ativos confiscados no país duas vezes. “Reentrar exigiria mudanças significativas”, avaliou. Ainda assim, afirmou confiar que tais mudanças podem ocorrer sob a atual administração norte-americana.
A Chevron, única gigante dos EUA que ainda mantém operações na Venezuela, manifestou interesse. O vice-presidente Mark Nelson disse que a companhia “segue comprometida” com investimentos no país sul-americano.
Petróleo sob tutela dos EUA
Na mesma reunião, Trump declarou que Washington irá refinar e comercializar até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, fruto de um novo acordo firmado após a prisão de Nicolás Maduro em território venezuelano, no sábado anterior (3).
O Departamento de Energia informou que as vendas já começaram e que toda a receita será depositada em contas controladas pelo governo dos EUA “para garantir a integridade da distribuição dos recursos”.
Negociações com a China
Trump acrescentou que empresas interessadas em petróleo venezuelano deverão negociar diretamente com Washington. Segundo o presidente, “a China pode comprar todo o petróleo que quiser” dos Estados Unidos, seja em território norte-americano ou na própria Venezuela. Atualmente, o gigante asiático absorve 68% das exportações venezuelanas.
Destino da receita
Pelas redes sociais, Trump afirmou que Caracas concordou em usar o dinheiro obtido com as vendas para adquirir exclusivamente produtos fabricados nos EUA, como insumos agrícolas, medicamentos e equipamentos médicos, além de materiais para modernizar a rede elétrica venezuelana.
A estatal PDVSA confirmou avanços nas tratativas e disse que os termos discutidos são semelhantes aos que vem aplicando em acordos com parceiros estrangeiros, entre eles a Chevron.
O volume que será enviado aos EUA equivale a cerca de dois meses da atual produção venezuelana. O petróleo será transportado em navios de armazenamento até terminais norte-americanos e vendido a preço de mercado, de acordo com a Casa Branca.
Com a operação, Washington espera desviar parte dos carregamentos que hoje abastecem a Ásia e, ao mesmo tempo, impulsionar a economia venezuelana sob supervisão norte-americana.
A ação militar que levou à captura de Maduro resultou na morte de 55 militares venezuelanos e cubanos, segundo o governo dos EUA.
As negociações prosseguem sem prazo para conclusão, mas Trump reiterou que “a Venezuela parece ser uma aliada” e que o acordo representará benefícios tanto para venezuelanos quanto para norte-americanos.
Dados detalhados sobre o comércio de petróleo dos Estados Unidos podem ser consultados no painel estatístico do Departamento de Informação de Energia dos EUA (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas do governo norte-americano.
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O futuro do petróleo venezuelano continua indefinido, mas as negociações com Washington indicam novos rumos para a indústria no país. Fique ligado e receba atualizações em primeira mão assinando nossas notificações.
Com informações de G1
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