A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura possíveis fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não conseguiu, nesta quinta-feira (5), aprovar os pedidos apresentados pela oposição para convocar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também ficaram sem andamento as solicitações para quebrar sigilos de pessoas mencionadas na investigação.
Parlamentares governistas e oposicionistas não chegaram a um acordo sobre os requerimentos. Com o impasse, a CPMI decidiu adiar a votação dos pedidos e retomar as discussões em reunião futura.
No plano político, a convocação de Lulinha é considerada estratégica pela oposição, que tenta ampliar a lista de depoentes ligados a integrantes do governo. Já aliados do Planalto argumentam que não há indícios suficientes para justificar o comparecimento do empresário.
De acordo com o regimento interno do Congresso, convocações e quebras de sigilo precisam de maioria simples dos membros presentes, mas, sem consenso, a resistência governista foi suficiente para travar a deliberação.
Informações sobre próximos passos da comissão ainda não foram divulgadas. A nova data para análise dos requerimentos deverá ser definida pelo presidente da CPMI nos próximos dias.
O funcionamento de CPIs e CPMIs é regulamentado pelo Congresso Nacional; detalhes podem ser consultados no site oficial da Câmara dos Deputados.

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Este resumo reforça que, por falta de consenso, a CPMI do INSS suspendeu a convocação de Lulinha e deixou para depois a análise de quebras de sigilo, tema que deve voltar à pauta na próxima reunião do colegiado.
Com informações de Claudio Dantas
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