Moradores do Espírito Santo estão gastando, em média, R$ 3.780 por mês para manter o dia a dia, valor superior à média nacional de R$ 3.520. O dado faz parte de uma pesquisa da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box, divulgada neste mês.
O estudo indica que apenas 19% dos entrevistados — no estado e no país — consideram fácil organizar e pagar as despesas correntes. Segundo a análise, itens essenciais como supermercado, contas recorrentes e moradia consomem 57% do orçamento familiar e figuram como os mais difíceis de manter em dia.
Despesas que mais pesam
No supermercado, o capixaba desembolsa cerca de R$ 1.030 por mês, cifra superior à média brasileira de R$ 930. Para contas de água, luz, internet e serviços de streaming, o gasto médio no Espírito Santo repete o valor nacional de R$ 520.
A moradia representa o maior impacto no orçamento local: R$ 1.320 mensais, contra os R$ 1.100 registrados na média do país e também acima do patamar típico da Região Sudeste. A Serasa destaca que diferenças regionais refletem o contexto econômico de cada localidade.
Transporte, saúde e lazer
O dispêndio com transporte no estado acompanha o índice nacional, ficando em R$ 350 ao mês. Já saúde e atividade física custam R$ 560 para os capixabas, frente aos R$ 540 verificados no Brasil.
No lazer, o morador do Espírito Santo gasta aproximadamente R$ 400, superando os R$ 340 da média nacional. Em compras gerais — que incluem calçados, cosméticos e produtos para animais de estimação — o levantamento aponta R$ 380 no estado, ligeiramente abaixo dos R$ 390 nacionais.
Cuidados pessoais e mudança de cidade
Serviços como barbearia, manicure e tratamentos estéticos somam R$ 170 mensais no Espírito Santo, o terceiro valor mais alto do país, atrás do Ceará e do Distrito Federal.
Mesmo com a pressão sobre o orçamento, apenas um em cada dez participantes do estudo diz considerar a possibilidade de se mudar de cidade em 2026 para reduzir despesas. Para Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa, a principal dificuldade das famílias está em reorganizar o orçamento diante da forte presença dos gastos essenciais, o que deixa pouca margem para ajustes e imprevistos.
Fonte: g1
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