A confirmação da presença da planta daninha Amaranthus palmeri, conhecida como caruru-gigante, em uma área de soja na região de São José do Rio Preto (SP) desencadeou a adoção imediata de medidas de emergência pelas autoridades agrícolas paulistas.
Segundo a Defesa Agropecuária do estado, os primeiros focos exibiam pendões que ultrapassavam um metro de altura. A área foi interditada e passou por ação de erradicação manual — única forma considerada eficaz contra a espécie, que combina crescimento acelerado de até 7 centímetros por dia com produção estimada de um milhão de sementes por planta.
Risco elevado para soja e milho
Estudos da Embrapa apontam que o caruru-gigante pode reduzir em mais de 70% a produtividade da soja e em até 91% a do milho. A planta tem histórico de resistência à maior parte dos herbicidas disponíveis, o que amplia a preocupação entre produtores.
Origem ainda sob investigação
A principal hipótese é de que sementes tenham caído de um veículo em trânsito, formando um banco de sementes no solo. A espécie não é nativa do Brasil e foi relatada pela primeira vez no país em 2015, no Mato Grosso, restringindo-se até então àquele estado e ao Mato Grosso do Sul.
Barreiras sanitárias
Equipes de fiscalização percorrem propriedades num raio de dez quilômetros do foco original para verificar eventuais novos registros. As recomendações incluem restrição ao tráfego de pessoas e máquinas dentro das fazendas e limpeza minuciosa de equipamentos, pneus, ferramentas e calçados para evitar a dispersão das sementes.
Produtores em alerta
Com 11 anos de experiência no cultivo de soja, o agricultor Luiz Forest relata que reforçou os protocolos internos. “A orientação é comunicar qualquer suspeita e fazer a erradicação, impedindo que sementes sejam levadas para outras áreas por implementos”, afirmou.
A Secretaria de Agricultura do estado reforça que, diante de qualquer sinal da planta invasora, o produtor deve notificar imediatamente a Defesa Agropecuária para que a contenção seja realizada antes que a praga se espalhe e provoque prejuízos ao agronegócio paulista.
Fonte: g1
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