Os preços do petróleo deram um salto expressivo na abertura dos mercados nesta sexta-feira, depois que Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã e sofreram contra-ataques a instalações americanas e israelenses. Segundo transmissão da Band, o barril do Brent iniciou o pregão asiático cotado a US$ 78,34, alta aproximada de 7,5%, enquanto o WTI avançou cerca de 7,3%.
O movimento reflete o temor de uma forte restrição na oferta de petróleo do Oriente Médio, região responsável por parte relevante do abastecimento global. A possibilidade de interrupção no Estreito de Ormuz, ponto de passagem de quase 20% do comércio mundial da commodity, levou petroleiros a permanecerem ancorados no golfo de Omã devido ao risco de ataques e ao encarecimento dos seguros.
Impacto nas rotas de exportação
Consultores da Rystad Energy, ouvidos pela Associated Press, estimam que até 15 milhões de barris diários podem deixar de chegar ao mercado caso o bloqueio ao estreito se prolongue. Para Jorge León, vice-presidente da empresa, garantir acesso às rotas de exportação tornou-se mais crítico do que as metas formais de produção.
Em resposta à escalada da crise, oito países da OPEP+ anunciaram que irão aumentar em 206 mil barris por dia a oferta global de petróleo a partir de abril, com participação de Arábia Saudita, Rússia e Iraque.
Mercados e comparações históricas
A súbita valorização do petróleo derrubou as bolsas de Nova York e Tóquio e impulsionou o ouro, que subiu 1,4% por ser considerado ativo de proteção. Analistas citados pela Reuters compararam o cenário ao embargo da década de 1970, quando os preços dispararam cerca de 300%, aventando riscos de pressões inflacionárias generalizadas.
O Irã exporta em torno de 1,6 milhão de barris por dia, sobretudo para a China, que pode precisar buscar fornecedores alternativos se as vendas iranianas forem interrompidas — fator que tende a reforçar a pressão de preços no mercado internacional de energia.
Reação política
No campo diplomático, Donald Trump declarou que o conflito pode se estender até que os objetivos militares dos EUA sejam atingidos, elevando a incerteza sobre a duração das tensões.
Sergipe, estado produtor de petróleo e gás, acompanha de perto o desenrolar dos acontecimentos, já que oscilações bruscas no mercado internacional costumam influenciar investimentos e receitas do setor energético local.
Fonte: g1
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