O governo de Donald Trump autorizou nesta sexta-feira (6) que companhias estabelecidas nos Estados Unidos voltem a negociar parte do ouro extraído na Venezuela, medida que amplia a flexibilização das sanções aplicadas a Caracas desde a queda de Nicolás Maduro no início do ano.
De acordo com licença divulgada no site do Departamento do Tesouro norte-americano, transações com a Companhia Geral de Mineração da Venezuela (Minerven) e suas subsidiárias estão novamente permitidas. As empresas sediadas em território norte-americano poderão ainda reexportar o metal precioso, desde que comprovem a origem venezuelana por meio de um procedimento de rastreabilidade.
Restrições e controle dos recursos
A autorização veda qualquer operação cujo destino final seja Irã, Coreia do Norte, Rússia, China ou Cuba — a mesma limitação já aplicada às vendas de petróleo venezuelano. Todo o dinheiro proveniente das negociações, assim como os impostos relacionados, deverá ser depositado em um fundo específico supervisionado pelo Tesouro dos Estados Unidos e atualmente sediado no Catar. O mesmo protocolo já vigora para o petróleo exportado pelo país sul-americano.
Visita de alto nível e retomada de relações
A nova política foi anunciada um dia após o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, concluir uma visita de dois dias a Caracas. Durante a passagem, Burgum se reuniu com a presidente interina Delcy Rodríguez — ex-vice-presidente de Maduro — e declarou que dezenas de empresas demonstraram interesse em investir na economia venezuelana. Na ocasião, os dois governos confirmaram o restabelecimento de relações diplomáticas.
Cenário político e recursos naturais
Washington afirma administrar de fato a Venezuela desde a operação militar que depôs Nicolás Maduro em 3 de janeiro, quando o ex-líder e sua esposa, Cilia Flores, foram levados para Nova York para responder a acusações de narcotráfico. Em fevereiro, o secretário de Energia norte-americano, Chris Wright, foi o primeiro alto funcionário dos EUA a visitar o país após a mudança de poder.
Além do petróleo, a Venezuela possui reservas significativas de ouro, diamantes, bauxita, coltan e outros minerais estratégicos empregados na fabricação de equipamentos eletrônicos.
Fonte: g1
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