São Paulo/SP – Durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a troca de comando na Fazenda e apontou o secretário-executivo Dario Durigan como o nome que conduzirá a política econômica até 2026, em meio a reformas sensíveis e a um cenário internacional instável.
- Em resumo: Durigan assume a Fazenda após a saída eleitoral de Haddad e já recebe a missão de blindar metas fiscais em ano pré-eleitoral.
Por que a escolha de Durigan importa agora?
Responsável pela articulação das recentes “medidas de recomposição de receitas”, o novo ministro foi peça-chave na regulamentação da reforma tributária e na renegociação das dívidas estaduais. A confirmação sinaliza continuidade, mas também pressiona resultados: o arcabouço fiscal exige superávit de 0,25% do PIB em 2026, limite que, segundo dados da Câmara Federal, pode travar novos gastos.
Internamente, Durigan tem trânsito entre prefeitos e governadores, vantagem considerada crucial para manter o pacto federativo vivo enquanto o Planalto busca apoio para o polêmico “imposto seletivo”.
“Olhem bem para a cara dele, é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, provocou Lula ao apresentar o sucessor de Haddad.
Agenda apertada: metas, guerra e inflação
Além de entregar a regulamentação completa da reforma tributária, Durigan enfrentará o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o petróleo, fator que pressiona combustíveis e complica a trajetória de juros e emprego.
O desafio fiscal também passa pelo controle dos gastos obrigatórios, que crescem acima de 2,5% ao ano. Sem espaço, bloqueios orçamentários podem atingir programas estratégicos já no próximo trimestre, elevando o desgaste político às vésperas da campanha de Lula à reeleição.
No front social, temas como revisão de benefícios e mudanças no Imposto de Renda sobre lucros seguem na pauta e tendem a gerar embates no Congresso.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Fazenda
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