WASHINGTON (EUA) – O mercado de energia perdeu fôlego na sexta-feira, 20 de março, quando declarações da Casa Branca sobre liberar reservas estratégicas e suavizar sanções ao Irã fizeram o barril Brent recuar para US$ 107,42 às 9h50 (Brasília). A queda encerra a disparada que, um dia antes, levou a cotação a tocar US$ 119 em meio à escalada de ataques a infraestruturas no Oriente Médio.
- Em resumo: Brent cai 9,7% em 24 h após sinal dos EUA de aumentar oferta global.
O que mudou de um dia para o outro
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, revelou que Washington avalia suspender sanções ao petróleo iraniano e liberar parte das reservas estratégicas. A medida poderia injetar milhões de barris adicionais na oferta mundial, segundo estimativas do Banco Central.
Paralelamente, o presidente Donald Trump descartou enviar tropas terrestres à região e afirmou que “o conflito pode terminar em breve”. As falas vieram acompanhadas de um comunicado conjunto de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão oferecendo apoio à segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota de 20% do petróleo global.
“Expressamos nossa prontidão em contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito”, diz a declaração endossada pelos seis países.
Impacto no bolso: diesel dispara no Brasil
Mesmo com o alívio instantâneo nas cotações internacionais, o diesel vendido nos postos brasileiros acumula alta de 25 % desde o início da crise, chegando a R$ 7,22, mostra levantamento da TruckPag. Especialistas alertam que o repasse ao frete pode pressionar a inflação nas próximas semanas, caso o conflito volte a interromper o fluxo de energia.
Na quinta-feira, a Agência Nacional do Petróleo solicitou que a Petrobras amplie a oferta doméstica para evitar gargalos logísticos, mas assegurou que não há risco imediato de desabastecimento.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
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