LONDRES – Leonid Radvinsky, morto em 23 de março, deixou o OnlyFans faturando US$ 1,4 bilhão e mudou para sempre a lógica de remuneração nas redes sociais, obrigando gigantes como Instagram e X a lançarem recursos de assinatura.
- Em resumo: Modelo criado em 2018 por Radvinsky criou efeito dominó e redes rivais correm para não perder receita.
Da compra ousada ao lucro recorde
Fundado em 2016 por Tim Stokely, o OnlyFans ainda buscava foco quando Radvinsky adquiriu participação majoritária em 2018. Dono de histórico na pornografia on-line, ele direcionou a plataforma ao conteúdo adulto e atraiu um fluxo de criadores que disparou durante a pandemia.
Entre 2019 e 2020, o serviço saltou de 13 milhões para 82 milhões de fãs, enquanto os criadores pularam de 348 mil para 1,6 milhão. A fórmula era simples: repassar 80% da assinatura ao influenciador, percentual superior ao dos concorrentes. Segundo dados do Banco Central sobre remessas digitais, o mercado global de pagamentos on-line acompanhou o boom.
“A companhia terminou 2024 com faturamento de US$ 1,4 bilhão e 377 milhões de usuários”, apontam documentos enviados a reguladores britânicos.
Efeito cascata nas redes sociais
O êxito do OnlyFans forçou plataformas consolidadas a reagir. Instagram introduziu Assinaturas; X (ex-Twitter) criou o recurso para conteúdos exclusivos. Nenhuma delas, porém, replica a divisão 80/20 inaugurada por Radvinsky.
Celebridades como Cardi B e Bella Thorne usaram o site para vender bastidores de seus trabalhos, provando que a ferramenta vai além do conteúdo explícito. Mesmo assim, o forte apelo erótico garantiu à marca posição única no mercado e gerou debates sobre regulação e formas de monetização justa para criadores.
Crédito da imagem: Divulgação
Quer entender como movimentos parecidos afetam a economia regional? Confira nossa cobertura completa neste link da editoria de Economia.
Você acredita que outras redes ainda conseguirão disputar espaço com o legado bilionário de Radvinsky? Participe nos comentários da nossa editoria de Economia.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








