Aracaju/SE ‒ Na última segunda-feira, 30, representantes da OAB Sergipe, Governo do Estado, órgãos de justiça e entidades civis selaram um pacto inédito para reagir com mais rapidez aos casos de feminicídio e outras formas de violência contra a mulher.
- Em resumo: nasce uma força-tarefa permanente que une segurança, saúde, assistência social e justiça para agir sem demora diante de cada ocorrência.
Como a força-tarefa vai funcionar
Durante a reunião, cada secretaria apresentou ações já em curso e definiu metas conjuntas: desde o acolhimento da vítima na rede de saúde até o acompanhamento jurídico oferecido pela OAB. A ideia é cortar a burocracia e criar um protocolo único de resposta, alinhado a dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que apontam crescimento dos feminicídios no país.
Além do monitoramento em tempo real, a integração prevê canais de denúncia 24 horas, equipes multidisciplinares e capacitação constante dos agentes de ponta.
“A proposta é consolidar uma força-tarefa permanente, capaz de integrar esforços institucionais e promover respostas mais rápidas e eficazes diante da gravidade dos casos registrados.”
Por que a unificação importa para Sergipe
Dados do Atlas da Violência mostram que o estado registrou aumento percentual de mortes de mulheres em contexto doméstico nos últimos anos. A pulverização de políticas entre diferentes pastas dificultava o atendimento integral da vítima e a punição do agressor.
Com o novo arranjo, órgãos antes isolados passam a compartilhar informações, reduzindo lacunas que costumavam atrasar medidas protetivas. A participação ativa da sociedade civil amplia a vigilância social e pressiona por execução orçamentária contínua.
Para a OAB Sergipe, o compromisso coletivo reforça a defesa dos direitos fundamentais e a urgência de políticas que preservem a vida e a dignidade femininas. A entidade acompanhará cada etapa e promete cobrar resultados mensuráveis já nos próximos meses. Para outros detalhes da iniciativa e de ações semelhantes, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação / OAB-SE
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