FORTALEZA (CE) – Um navio-tanque com bandeira do Togo foi finalmente rebocado ao Porto de Fortaleza depois de ficar quase dois meses sem propulsão a 1.250 km da costa brasileira, situação que ameaçava a segurança de 11 tripulantes.
- Em resumo: falha hidráulica deixou a embarcação à deriva por cerca de 60 dias no Atlântico.
Por que o resgate exigiu operação de guerra?
O Terceiro Distrito Naval recebeu, em 25 de fevereiro, o alerta de que o “NW AIDARA” vagava entre a área de busca de Dakar e o Nordeste brasileiro. Durante semanas, técnicos da Marinha mantiveram contato remoto tentando orientar reparos, mas o sistema hidráulico não respondia, segundo nota oficial publicada pela Marinha do Brasil.
Com mantimentos no limite e sem tração mecânica, a embarcação se tornou prioridade do Salvamar Nordeste, que aceitou o risco e coordenou um reboque em mar aberto até o litoral cearense.
“A embarcação estava sem propulsão após falha hidráulica”, informou o Terceiro Distrito Naval.
O que muda para a tripulação e para a costa brasileira?
O reboque finalizou em 27 de março. A bordo, 11 marinheiros chegaram debilitados, mas em segurança, colocando fim ao temor de naufrágio ou contaminação ambiental no corredor marítimo mais importante do país.
Especialistas lembram que cada hora de inatividade de um navio-tanque representa risco de vazamento. A Marinha confirmou inspeção estrutural assim que o casco atracou para prevenir danos, reforçando o protocolo que protege o Nordeste de potenciais acidentes.
Crédito da imagem: Divulgação
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