A prefeita Emília Corrêa assinou nesta quinta-feira contratos com três instituições para reforçar o atendimento a pessoas com TEA em Aracaju. Cerca de mil usuários serão beneficiados mensalmente pelo SUS.
A Prefeitura de Aracaju deu um passo importante nesta quinta-feira, 18, para quem convive com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições do neurodesenvolvimento. No auditório do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos, a prefeita Emília Corrêa assinou contratos com três Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que passam a integrar a rede municipal de saúde, ampliando a oferta de terapias especializadas e reduzindo a fila de espera que tanto angustia as famílias aracajuanas.
As instituições parceiras são a APAE Aracaju, o CIRAS (Centro de Integração Raio de Sol) e o Instituto Batalhão da Restauração — todas reconhecidas pela qualidade dos serviços prestados. Nesta fase inicial, a estimativa é que cerca de mil usuários sejam atendidos mensalmente por meio da rede conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS). O investimento previsto é de aproximadamente R$ 13 milhões por ano, sendo que esta primeira etapa conta com uma emenda parlamentar do deputado federal Tiago de Joaldo, no valor de R$ 3,5 milhões, voltada justamente para a ampliação da assistência especializada.
Durante a solenidade, Emília Corrêa destacou que a medida cumpre uma promessa feita ainda na campanha eleitoral. “Durante a campanha, muitas mães nos procuravam dizendo que precisavam de um lugar pensado para seus filhos. Quem convive diariamente com a neurodivergência conhece os desafios, os cuidados e a importância de um atendimento adequado. Desde o primeiro dia da nossa gestão, temos trabalhado para transformar esse sonho em realidade, e ver isso sendo construído a cada entrega é uma grande alegria para todos nós. Esse projeto representa mais do que a ampliação de serviços; representa acolhimento, respeito, inclusão e dignidade para centenas de famílias aracajuanas”, afirmou a prefeita.
A secretária municipal da Saúde, Débora Leite, explicou como vai funcionar o acesso aos serviços: a porta de entrada continua sendo a Unidade Básica de Saúde. A partir do diagnóstico e da regulação municipal, os pacientes são encaminhados seguindo critérios técnicos e respeitando a ordem da fila de regulação do município — garantindo transparência e equidade no atendimento.
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