Carira e Itabaiana estavam no centro de um esquema que invadiu 142 contas digitais. A operação bloqueou R$ 255 mil e mobilizou 20 agentes nesta sexta (19).
A Polícia Federal desarticulou, nesta sexta-feira (19/06), um esquema de invasão de contas digitais que atingia correntistas da Caixa Econômica Federal em Sergipe e no Tocantins. Batizada de Operação Obadias 3:4, a ação mobilizou cerca de 20 agentes e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão simultaneamente nas cidades sergipanas de Carira e Itabaiana, além de Araguaína, no norte tocantinense.
De acordo com as investigações, o grupo teria conseguido acesso indevido a pelo menos 142 contas, subtraindo mais de R$ 492 mil. Desse montante, aproximadamente R$ 240 mil seguiram caminho até Sergipe. Para driblar o rastreamento, os responsáveis abriram contas bancárias em nome de terceiros, utilizando documentos falsificados para mascarar a origem do dinheiro e, assim, dificultar a identificação dos reais beneficiários.
O trabalho policial começou após a identificação de movimentações atípicas em contas recém-criadas, ligadas a transferências em série vindas de clientes da Caixa. O cerco se fechou quando peritos em crimes cibernéticos localizaram endereços físicos que estariam recebendo cartões, senhas e chaves de segurança associados às contas fraudadas. Com base nesses elementos, a Justiça Federal autorizou não apenas as buscas, mas também o bloqueio de R$ 255.575,09 em ativos financeiros vinculados aos investigados.
Os envolvidos poderão responder por furto mediante fraude, associação criminosa, uso de documento falso, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas por esses delitos podem ultrapassar 20 anos de reclusão, além de multas.
Embora o valor bloqueado ainda não represente a totalidade dos prejuízos, a PF avalia que o congelamento é passo fundamental para estancar novas perdas e recuperar parte dos recursos subtraídos. A corporação segue analisando dispositivos eletrônicos e documentos apreendidos para identificar demais integrantes, eventuais mentores e possíveis conexões com outros estados.
Para os clientes da Caixa e de outras instituições, a recomendação é reforçar cuidados com dados de acesso digital, evitar uso de redes públicas para transações bancárias e adotar autenticação em dois fatores. As investigações prosseguem sob sigilo para não comprometer diligências futuras.
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