Os golpes de estelionato continuam a ser uma preocupação crescente em Sergipe. Segundo dados da Polícia Civil, o estado tem registrado um novo caso a cada 29 minutos. No primeiro semestre de 2026, foram registradas 9.058 denúncias de estelionato. Embora tenha havido uma queda em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 10.058 queixas, os números ainda são alarmantes.
A maior parte dos crimes de estelionato é realizada com o auxílio da internet. Entre os tipos de fraudes mais comuns estão o “phishing”, que envolve engenharia social para roubo de dados, fraudes financeiras e estelionato digital, como golpes relacionados ao Pix e falsas lojas online. Além disso, a invasão de dispositivos e o furto de dados, roubo de identidade e crimes contra a honra, como calúnia e difamação, estão entre os crimes virtuais que mais preocupam as autoridades.
No último dia 15 de julho, a Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames) promoveu uma reunião focada no fortalecimento da segurança das administrações municipais frente ao aumento das tentativas de fraudes eletrônicas contra órgãos públicos. O encontro contou com a participação de prefeitos, secretários municipais de Finanças e outros gestores, e foi realizado em parceria com a Caixa Econômica Federal e a Secretaria da Segurança Pública, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos.
O objetivo da reunião foi orientar os municípios sobre as principais modalidades de golpes financeiros que têm sido aplicadas em diversas regiões do país, além de apresentar medidas preventivas que podem ser adotadas para reduzir riscos e fortalecer os controles internos das administrações públicas.
A presidente da Fames, Silvany Mamlak, enfatizou a importância do evento: “A iniciativa é promover as capacitações com os secretários de Finanças dos municípios para que o nosso Estado, por ser um estado pequeno, crie uma rede de proteção e não venha a sofrer prejuízos para a população e, principalmente, para os nossos gestores”.
Durante a reunião, o delegado do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), André Baronto, ressaltou que a prevenção é a principal ferramenta para evitar prejuízos decorrentes dos crimes virtuais. “Esse evento é muito importante para alertar os prefeitos e secretários em relação aos golpes que estão ocorrendo por todo o Brasil. Esses números são alarmantes, pois os golpistas estão focando em instituições municipais, especialmente em órgãos financeiros”, destacou o delegado.
Os especialistas recomendam que a população adote hábitos digitais rigorosos, como usar senhas complexas gerenciadas por um aplicativo, desconfiar de links em mensagens inesperadas e manter sistemas e antivírus atualizados. A prevenção exige atenção constante para evitar roubos de dados e golpes financeiros.
O estelionato no Brasil é definido pelo Artigo 171 do Código Penal como a prática de obter vantagem ilícita induzindo alguém ao erro por meio de artifícios ou fraudes. As penas para esse crime variam de 1 a 5 anos de reclusão, mas o estelionato eletrônico, cometido pela internet, pode elevar a pena para até 8 anos.
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