O repasse de agosto, referente à produção de junho, somou cerca de R$ 8,6 milhões. Foi 21% maior que o de agosto de 2025, mas 21,6% abaixo do valor de julho; no acumulado jan–ago o Estado totaliza R$ 69,3 milhões (alta de 23,3%).
Sergipe recebeu cerca de R$ 8,6 milhões em royalties pela produção de petróleo e gás natural em agosto, referentes à produção de junho. O montante foi 21% superior ao repasse registrado em agosto de 2025, mas ficou 21,6% abaixo do valor recebido pelo Estado em julho de 2026, segundo levantamento do Observatório da Indústria do Sistema FIES com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Com o novo repasse, Sergipe acumulou aproximadamente R$ 69,3 milhões em royalties entre janeiro e agosto de 2026, alta de 23,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os royalties são compensações financeiras pagas pelas empresas produtoras de petróleo e gás natural pela exploração desses recursos.
Os valores são recolhidos pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que realiza os repasses aos Estados e municípios conforme critérios previstos nas leis nº 9.478/1997 e nº 7.990/1989. A dinâmica dos repasses pode variar conforme a produção, preços e mecanismos de partilha adotados no setor.
Repasses aos municípios
- Riachuelo: R$ 6,5 milhões — equivalente a 24,4% do total destinado às cidades em agosto.
- Indiaroba: R$ 3,9 milhões — ou 14,7% do montante municipal.
- São Cristóvão: R$ 1,7 milhão — correspondendo a 6,4% do total repassado às prefeituras.
- Divina Pastora: R$ 1,1 milhão — 4,1% do total municipal.
- Rosário do Catete: R$ 1 milhão — 3,9% do valor destinado às cidades.
- Pirambu: R$ 839,8 mil — representando 3,2% do total repassado aos municípios.
No agregado, os municípios sergipanos receberam aproximadamente R$ 26,5 milhões em royalties em agosto. A distribuição entre os municípios segue parâmetros legais de participação que consideram, entre outros fatores, a localização das áreas produtoras e regras previstas na legislação vigente.
Especialistas em economia regional apontam que a oscilação mensal nos repasses costuma refletir variações na produção e nos preços dos hidrocarbonetos, além de ajustes administrativos nos procedimentos de arrecadação e transferência. O desempenho acumulado do primeiro semestre e dos meses subsequentes influencia a previsão orçamentária de estados e prefeituras que dependem de receitas vinculadas à atividade petrolífera.
Os números divulgados pelo Observatório da Indústria do Sistema FIES com base em dados da ANP serão usados por gestões estaduais e municipais para atualizar projeções de receita e planejar despesas. A sequência de repasses ao longo dos próximos meses deverá indicar se a tendência de crescimento no acumulado anual se mantém ou se há retrocessos pontuais decorrentes de fatores do mercado.
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