O planejamento preliminar apresentado em Aracaju define aplicação de R$ 3,2 bi do FNE em Sergipe para 2027. O montante, 16% maior que em 2026, foi debatido com órgãos, empresários e cooperativas.
O Banco do Nordeste (BNB) apresentou HOJE, 17 de setembro, o planejamento preliminar que orienta a aplicação de R$ 3,2 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) em Sergipe ao longo de 2027. O encontro ocorreu no auditório da Superintendência Estadual do banco, em Aracaju, e contou com a participação de representantes de órgãos públicos, federações empresariais, cooperativas, sindicatos e consultorias ligadas ao desenvolvimento econômico local.
De acordo com dados levados à reunião, o valor projetado para o próximo ano é 16% superior ao orçamento estabelecido para 2026. O incremento considera o fluxo de devolução de empréstimos passados — responsável por cerca de 70% da formação do fundo — e novos repasses do Tesouro Nacional. Ao final do debate, foi definido um teto mínimo de recursos para cada um dos principais segmentos produtivos do estado.
Segmentos contemplados
- Agricultura
- Pecuária
- Indústria
- Comércio e Serviços
- Turismo
- Infraestrutura
- Pessoa Física
Apesar de não divulgar valores individualizados por setor, técnicos do banco reforçaram que a distribuição procura refletir o peso de cada atividade na economia sergipana e suas perspectivas de geração de emprego, renda e arrecadação. O detalhamento final seguirá para análise do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, bem como da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
“O orçamento delimita o piso de aplicações para o Banco do Nordeste no estado; normalmente, terminamos aplicando volume até maior, porque Sergipe apresenta ótimos projetos que se tornam objeto de financiamento”
A avaliação é do gerente do escritório estadual do BNB, Felipe Lemos, ao comentar o potencial de absorção dos recursos pelo empresariado local. Segundo ele, o conjunto de linhas de crédito do FNE, com taxas subsidiadas e prazos estendidos, tem sido um componente decisivo para modernizar propriedades rurais, ampliar plantas industriais e profissionalizar o setor de serviços.
Na mesma linha, o superintendente estadual, César Santana, classificou o encontro como “uma etapa legal indispensável”, porque funciona como instância de pactuação entre banco e mercado:
“Agora temos um planejamento que busca equilibrar as demandas por crédito de cada setor produtivo. Antes do evento, ouvimos as entidades para identificar potencialidades e necessidades”
Os participantes também aproveitaram a oportunidade para sugerir ajustes nos critérios de elegibilidade de projetos, pedir celeridade na análise de propostas de menor porte e reivindicar a criação de grupos de trabalho temáticos, capazes de acompanhar a execução do orçamento ao longo de 2027.
Concluída a fase estadual, o documento-base segue para instâncias federais de deliberação. A previsão do banco é de que a aprovação definitiva ocorra até dezembro, permitindo que os primeiros contratos já possam ser assinados no início do próximo exercício.

Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








