Após 15 anos de atuação, a Rede Solidária de Mulheres inicia nova etapa este ano com Ascamai, Programa Petrobras Socioambiental, UFS e MCM. A meta: fortalecer autonomia feminina, gerar renda e ampliar participação social.
Após mais de uma década e meia de trajetória, a Rede Solidária de Mulheres de Sergipe anunciou que iniciará, a partir deste ano, uma nova fase de trabalho. A iniciativa, encabeçada pela Associação de Catadoras de Mangaba e Indiaroba (Ascamai) em parceria com o Programa Petrobras Socioambiental, contará ainda com a participação da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e do Movimento de Catadoras de Mangaba (MCM). De acordo com as organizadoras, a proposta é fortalecer a autonomia feminina, criar oportunidades de geração de renda e incentivar a participação social ao longo dos próximos quatro anos.
Nesta etapa, 28 grupos de mulheres passarão a desenvolver atividades de acordo com as características de cada território. A agenda inclui desde oficinas de produção artesanal e viveiros até ações de agroecologia e economia solidária. Além disso, temas como direitos das mulheres, saúde, sustentabilidade e educomunicação farão parte das formações.
Municípios atendidos
- Aracaju
- Barra dos Coqueiros
- Carmópolis
- Divina Pastora
- Estância
- Indiaroba
- Japaratuba
- Maruim
- Neópolis
- Pirambu
- Poço Verde
- Santo Amaro das Brotas
- São Cristóvão
- Santa Luzia do Itanhy
- Laranjeiras
- Porto da Folha
As organizadoras explicam que, além das capacitações técnicas, serão promovidos momentos de convivência e troca cultural para valorizar as identidades locais. O trabalho de comunicação comunitária também compõe o plano: registros audiovisuais, rodas de conversa e distribuição de materiais informativos vão buscar ampliar a visibilidade das experiências construídas pelas participantes.
Ações previstas
- Oficinas de processamento de alimentos, artesanato e desidratação de frutas
- Formações em empreendedorismo social e economia solidária
- Atividades produtivas ligadas à agroecologia e ao manejo sustentável
- Rodas de conversa sobre direitos, saúde e participação social
- Comercializações coletivas em feiras e eventos regionais
Segundo informações fornecidas pelas coordenadoras, cada território terá autonomia para adequar o cronograma às próprias necessidades. A ideia é que o intercâmbio de saberes entre os 28 grupos contribua não apenas para melhorar a renda, mas também para fortalecer laços comunitários e valorizar práticas tradicionais.
A Rede Solidária surgiu nos anos 2000 com foco no extrativismo da mangaba e foi se reinventando conforme as demandas locais mudavam. Agora, a expectativa é que a diversificação de atividades amplie o impacto social, econômico e ambiental do projeto em Sergipe. O novo ciclo coloca a força de trabalho feminina no centro das decisões e reforça a importância da colaboração entre comunidades, universidade, empresas e movimentos sociais.
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