Na manhã desta sexta (2/10), agentes identificaram movimentação suspeita em agência de Aracaju e seguiram o cliente após o saque. Ao abordar, encontraram R$ 500 mil recém-retirados e outros R$ 5.700; a PF apura possível destinação eleitoral.
A Polícia Federal apreendeu R$ 500 mil em espécie na manhã desta sexta-feira, 02/10, em Aracaju. O dinheiro foi localizado logo depois que um suspeito deixou uma agência bancária da capital sergipana com uma quantia elevada em notas de diversos valores. Segundo informações da corporação, a movimentação financeira atípica levantou sinal de alerta e motivou diligências imediatas.
Os agentes acompanharam discretamente a saída do cliente do banco, confirmaram o saque e realizaram a abordagem ainda nas imediações. Durante a revista, além dos R$ 500 mil recém-retirados, foram encontrados R$ 5.700 que já estavam com o investigado. Todo o dinheiro foi apreendido para contagem e registro, procedimento padrão em casos dessa natureza.
Também foi recolhido o aparelho celular do suspeito. O dispositivo será submetido a perícia com o objetivo de descobrir a origem dos valores, possíveis vínculos com campanhas eleitorais em andamento e eventuais conversas que possam sustentar indícios de falsidade ideológica eleitoral ou corrupção eleitoral. A PF informa que a análise de dados eletrônicos costuma ser decisiva para mapear transações, identificar intermediários e confirmar se houve tentativa de mascarar doadores ou ocultar beneficiários.
De acordo com os investigadores, a suspeita principal é que o montante pudesse ser empregado no favorecimento de “determinado candidato”. A legislação eleitoral impõe limites rígidos a doações em espécie e exige a identificação formal de todo repasse financeiro, justamente para impedir a circulação de recursos não declarados. Se confirmada a hipótese de caixa-dois, os envolvidos podem responder criminalmente, além de enfrentar sanções no âmbito da Justiça Eleitoral.
A operação desta sexta-feira ainda está em curso. Os federais devem colher depoimentos, cruzar dados bancários e solicitar informações complementares a instituições financeiras. O dinheiro permanecerá depositado em conta judicial até que o inquérito seja concluído e a Justiça defina o destino dos valores.
A Polícia Federal reforça que ninguém foi indiciado até o momento e que o procedimento segue em fase de apuração. Novas diligências não estão descartadas. O caso permanece sob sigilo para preservar a efetividade das investigações.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








