O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) costurou acordo político com o ex-deputado federal André Moura (sem partido) para disputar as eleições de 2026 em Sergipe. Moura, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e três meses de prisão por corrupção e atualmente secretário de Governo do Rio de Janeiro, deve integrar a chapa ao lado do governador sergipano Fábio Mitidieri (PSD).
Vieira, que tem como principal bandeira o combate à corrupção, anunciou recentemente pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. O parlamentar afirma que a investigação pretende apurar, entre outros pontos, possível influência do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em favor da instituição financeira e o contrato mantido pela advogada Viviane Barci, esposa do magistrado, com o banco.
Articulações no Rio de Janeiro
Apesar de ter domicílio eleitoral em Sergipe, André Moura ocupa desde janeiro de 2023 o cargo de secretário de Governo do Rio de Janeiro, nomeado pelo governador Cláudio Castro (PL). No Palácio Guanabara, Moura é apontado como um dos principais articuladores políticos da gestão fluminense. O ex-governador Anthony Garotinho, entretanto, acusa o secretário de comandar um suposto “esquema de corrupção” envolvendo integrantes do Executivo estadual e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Detalhes da condenação
André Moura foi sentenciado pelo STF pelos crimes de peculato, desvio e apropriação de recursos públicos, além de associação criminosa. Conforme a decisão, proferida em 2020, ele teria usado verbas, bens e serviços da Prefeitura de Pirambu (SE), onde atuou como prefeito entre 1997 e 2004, para fins particulares, incluindo aquisição de alimentos e pagamento de despesas pessoais.
CPI do Banco Master
A CPI defendida por Alessandro Vieira busca investigar operações do Banco Master, possíveis pressões sobre o Banco Central e supostos favorecimentos. Segundo interlocutores do senador, a apuração poderia atingir o ministro Alexandre de Moraes e o presidente interino do BC, Gabriel Galípolo. O movimento conta com apoio de parlamentares que veem na comissão uma oportunidade de contestar decisões da Suprema Corte.
Além de Vieira, articula-se como um dos fiadores da CPI o banqueiro André Esteves, que teria interesse em ampliar o alcance das investigações no setor financeiro.
Próximos passos eleitorais
Em Sergipe, o acordo prevê que Alessandro Vieira tente a reeleição ao Senado, enquanto André Moura buscaria a segunda vaga da chapa majoritária, formando uma “dobradinha” com o governador Fábio Mitidieri, que também deve concorrer à reeleição. As negociações devem avançar até o início de 2026, quando serão oficializadas as coligações partidárias.
O Supremo Tribunal Federal disponibiliza a íntegra da sentença contra André Moura em seu portal institucional, onde constam detalhes do processo e do cumprimento da pena.
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Em suma, a aliança entre Alessandro Vieira e André Moura reúne um senador que prega o combate à corrupção e um aliado condenado pelo STF, movimento que deve influenciar o cenário eleitoral sergipano nos próximos meses. Continue acompanhando nossas atualizações para saber os desdobramentos dessa articulação.
Com informações de FaxAju




