American Airlines e United Airlines passarão a deter 8% das ações da Azul Linhas Aéreas cada uma, após um investimento de 100 milhões de dólares anunciado em 19 de fevereiro. A atualização foi apresentada pela Azul em coletiva nesta segunda-feira (23).
No caso da American, a operação ainda depende de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os recursos integram um pacote de três acordos, que totalizam 300 milhões de dólares, firmado com as duas companhias norte-americanas e outros credores durante o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos.
Processo de Chapter 11 é encerrado
A Azul informou na noite da sexta-feira (20) que concluiu o processo de proteção judicial — o Chapter 11 da legislação de falências norte-americana — em nove meses. Segundo o CEO John Rodgerson, a United já mantinha parceria de mais de 12 anos com a empresa e participou do conselho ao longo desse período.
Com a nova composição societária, American e United se tornam acionistas de referência, mas sem direito automático a indicar membros para o conselho, conforme previsto no plano homologado pela Justiça dos Estados Unidos. O acordo inclui também a ampliação de parcerias comerciais: a Azul já opera um sistema de compartilhamento de voos (codeshare) com a United e pretende adotar arranjo similar com a American.
Redução de dívidas e captação de recursos
De acordo com a companhia, a reestruturação diminuiu em cerca de 1,1 bilhão de dólares o saldo de empréstimos e financiamentos. Somada a uma queda de aproximadamente 40% nos compromissos de arrendamento de aeronaves, a redução totaliza 2,5 bilhões de dólares.
A Azul afirma ainda ter concluído o processo com 850 milhões de dólares em novos investimentos em ações. Quando ingressou no Chapter 11, em maio de 2025, projetava eliminar mais de 2 bilhões de dólares em dívidas e captar 950 milhões de dólares.
Entre outros resultados divulgados estão: diminuição superior a 50% nos pagamentos anuais de juros em comparação ao período anterior ao Chapter 11; redução de cerca de um terço nos custos recorrentes de arrendamento; captação de aproximadamente 1,375 bilhão de dólares pela emissão de Notas Sênior e 950 milhões de dólares por meio de compromissos em equity.
Fonte: g1
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