Cupertino, Califórnia – Em 1º de abril de 2026, a Apple completa 50 anos ostentando valor de mercado de US$ 3,6 trilhões, mas sob o desafio urgente de provar que ainda dita rumo na corrida da inteligência artificial generativa.
- Em resumo: Meio século depois do Macintosh e do iPhone, investidores cobram da Apple a “próxima grande virada” em IA.
Da garagem de Jobs ao símbolo global de status
A trajetória começa na famosa garagem de Steve Jobs, onde, ao lado de Steve Wozniak, o primeiro Macintosh em 1984 abriu caminho para a revolução dos “computadores pessoais”. Décadas depois, o iPhone – com mais de 3,1 bilhões de unidades vendidas – transformou o celular em extensão do corpo, gerando receita aproximada de US$ 2,3 trilhões.
De lá para cá, produtos como iPod, iPad e Apple Watch consolidaram a marca como sinônimo de design minimalista e funcionalidade. A estratégia também rendeu uma máquina de serviços digitais ancorada na App Store, que cobra comissão de desenvolvedores e responde por fatia crescente das receitas da companhia, segundo a série histórica do Banco Central sobre conversão de valores.
“A Apple foi fundada sobre a ideia de que a tecnologia deveria ser pessoal, e essa crença – radical para a época – mudou tudo”, escreveu Tim Cook em carta comemorativa.
Pressão dupla: China e a corrida da IA
Nenhum país impulsionou tanto a expansão da Apple quanto a China; nenhuma praça, porém, impõe desafios tão grandes hoje. Tensões comerciais estimularam a migração de parte da produção para Índia e Vietnã, enquanto concorrentes locais – a exemplo da Huawei – derrubaram a fatia de mercado do iPhone no gigante asiático.
Ao mesmo tempo, analistas veem cautela excessiva na área de IA. Enquanto Google, Microsoft e OpenAI exibem protótipos quase mensais, a Apple ainda aprimora a Siri e estuda integrar modelos de terceiros aos seus chips. Críticos temem que a empresa perca “o momento” que caracterizou lançamentos icônicos do passado; defensores lembram que foco histórico em privacidade pode diferenciar soluções de IA embarcadas em futuros AirPods ou no headset Vision Pro.
Para muitos investidores, a resposta da Apple à IA generativa determinará se a companhia repetirá o feito que fez do iPhone o produto eletrônico de consumo mais bem-sucedido da história, nas palavras do analista Yang Wang, da Counterpoint Research.
Crédito da imagem: Divulgação / Associated Press
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