Jerusalém, Israel – Um dia depois de uma ofensiva relâmpago que lançou 160 mísseis sobre Beirute, resultando em pelo menos 300 mortos e mil feridos, o premiê Benjamin Netanyahu ordenou que seu gabinete dê início a negociações de paz com o Líbano, prevendo o desarmamento do Hezbollah.
- Em resumo: Israel fala em paz 24 h após ataque que exauriu hospitais libaneses e irritou o Irã.
Virada repentina: de bombardeio a proposta de trégua
A brusca mudança de tom pegou analistas de surpresa. Ontem (8), mesmo sob um cessar-fogo costurado por Estados Unidos e Irã, Israel despejou uma barragem de mísseis sobre a capital libanesa em apenas dez minutos. Hospitais, segundo a Organização Mundial da Saúde, correm risco de ficar sem curativos, antibióticos e anestésicos básicos.
Netanyahu agora quer incluir o desarmamento do Hezbollah na pauta, ponto sensível para Beirute e para Teerã. Um relatório da Câmara dos Deputados do Brasil lembra que milícias armadas são vistas como impeditivo estrutural para pactos duradouros no Oriente Médio.
“Não há sentido em seguir com negociações se Israel continuar atacando o Líbano”, advertiu o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
Próximos capítulos: Islamabad no centro das tratativas
A reabertura das conversas multilaterais está marcada para amanhã (10) em Islamabad, no Paquistão. Além da crise libanesa, o status do Estreito de Ormuz — fechou, abriu e voltou a ter restrições em menos de 24 horas — será tema-chave. Especialistas temem a presença de minas navais plantadas durante a guerra, risco que pressiona as rotas de 20% do petróleo mundial.
Para o vice-chanceler iraniano Saeed Khatibzadeh, o canal está tecnicamente aberto, mas o tráfego deve ser coordenado com as forças iranianas. A exigência amplia a tensão diplomática e pode impactar o custo global de energia.
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