BUENOS AIRES – Em votação relâmpago, o Congresso argentino aprovou, recentemente, a polêmica reforma da Lei de Geleiras, permitindo que cada província redefine áreas protegidas para viabilizar novos projetos de mineração, mesmo sobre reservatórios de água doce estratégicos.
- Em resumo: 137 deputados liberaram mineração em zonas antes intocáveis, acirrando protestos e temores sobre escassez hídrica.
O que muda na prática
A alteração legal retira da esfera federal a palavra final sobre a extensão das chamadas “zonas periglaciais”. Na prática, governadores ganham poder para flexibilizar mapas de proteção, abrindo espaço a empreendimentos de cobre e lítio — metais cobiçados no mercado global de baterias.
O governo defende que a medida trará investimentos bilionários e empregos em regiões andinas com alto índice de pobreza. Já cientistas alertam que a remoção de apenas um metro de gelo basta para comprometer nascentes que abastecem cidades inteiras.
“Qualquer retrocesso na preservação das geleiras é uma ameaça direta à segurança hídrica de milhões”, advertiu um grupo de glaciologistas em nota enviada ao Parlamento.
Pressão das ruas e desafios ambientais
Horas após a aprovação, centenas de manifestantes bloquearam avenidas no centro de Buenos Aires, empunhando placas com a frase “Água vale mais que ouro”. Relatos de imprensa dão conta de que atos simultâneos ocorreram em Mendoza e San Juan — duas províncias que já negociam concessões a multinacionais do setor.
Ambientalistas temem repetir cenários vistos no Chile, onde operações perto de campos de gelo forçaram comunidades a racionar água potável em períodos de estiagem prolongada.
Fronteiras tensas pelo mundo
Enquanto a Argentina afrouxa regras ambientais, a tensão religiosa no Oriente Médio cedia: após 40 dias de guerra, Israel reabriu o Muro das Lamentações, a Mesquita de Al-Aqsa e a Igreja do Santo Sepulcro, sinalizando trégua temporária e devolvendo fluxo de peregrinos a Jerusalém.
Já na Europa, o Reino Unido tornou pública uma missão secreta que rastreou submarinos russos suspeitos de ameaçar cabos submarinos de energia e gás — movimento visto como recado direto a Moscou.
Crédito da imagem: Divulgação
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