O novo presidente do Chile, José Antonio Kast, formalizou na quarta-feira dois decretos que determinam a instalação de barreiras físicas na fronteira norte do país e a ampliação do aparato de segurança para conter a imigração irregular.
A iniciativa, batizada de “Escudo de Fronteira”, foi anunciada logo após a cerimônia de posse e mira especialmente os pontos de entrada utilizados por estrangeiros que atravessam a região desértica que separa o Chile dos países vizinhos.
Plano militar e coordenação civil
O primeiro decreto direciona o comandante do Exército chileno, general Pedro Varela, a apresentar nos próximos dias um plano de ação e a reforçar o efetivo militar na linha de fronteira. A execução das medidas começa na próxima semana. “Confio-lhe a tarefa de nos auxiliar na construção de barreiras físicas para impedir a entrada de imigrantes ilegais”, afirmou Kast, prometendo respaldo político e cooperação regional contra o crime organizado, o narcotráfico e a imigração irregular.
Já o segundo decreto cria a figura de um comissário para a zona norte, responsável por articular o trabalho operacional de diversos serviços públicos em conjunto com as delegacias regionais.
A pauta migratória foi central na eleição chilena do ano passado. Dados oficiais indicam que o país, com cerca de 20 milhões de habitantes, abriga mais de 700 mil venezuelanos, 260 mil peruanos, pouco mais de 200 mil colombianos, 190 mil haitianos e 180 mil bolivianos – grupos que se concentram principalmente nas rotas próximas à fronteira norte, à exceção dos haitianos.
A posse contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, do rei Felipe VI, da líder opositora venezuelana María Corina Machado e do chanceler brasileiro Mauro Vieira, entre outras autoridades. Antes de assumir o cargo, Kast participou do evento “Escudo das Américas”, na Flórida (EUA), liderado por Donald Trump, onde discutiu cooperação regional no combate à imigração ilegal e ao tráfico de drogas.
Fonte: Agência Brasil




