Em Aracaju, o mercado formal fechou julho em alta, com 193.879 empregos com carteira assinada. O crescimento foi de 0,38% em relação a junho, segundo o Novo Caged divulgado pelo MTE.
O mercado formal de trabalho de Aracaju encerrou julho com saldo positivo de 741 postos, resultado da diferença entre admissões e desligamentos. Com isso, a capital alcançou um estoque de 193.879 empregos com carteira assinada e registrou crescimento de 0,38% em relação ao mês anterior. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados na sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A variação registrada em Aracaju foi a maior entre as capitais do Nordeste e a quinta maior do país. A capital sergipana ficou atrás apenas de Manaus (0,60%), Boa Vista (0,58%), Macapá (0,52%) e Cuiabá (0,42%). O desempenho de Aracaju também ficou acima das médias registradas no Nordeste (0,24%), no Brasil (0,12%) e em Sergipe (0,31%). Entre as demais capitais nordestinas, Teresina (0,35%) e Fortaleza (0,30%) foram as que mais se aproximaram do resultado de Aracaju.
Entre os grandes grupamentos de atividades econômicas, o setor de serviços apresentou o maior saldo, com 510 novos postos, seguido pela construção, com 233 vagas. O resultado foi positivo tanto entre as mulheres, com saldo de 385 vagas, quanto entre os homens, com 356. Os jovens de até 24 anos responderam por aproximadamente 60% dos postos gerados no período, totalizando 444 vagas.
Em relação à escolaridade, destacaram-se os trabalhadores com ensino médio completo, com saldo de 633 postos, seguidos por aqueles com ensino médio incompleto, com 59 vagas. Esses dados ajudam a mapear onde houve maior movimentação na geração de ocupações formais na capital durante julho.
O desempenho do mercado de trabalho ocorreu em um cenário de ampliação das políticas municipais voltadas à qualificação profissional, à empregabilidade e à geração de renda. Ao longo de julho, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), intensificou ações de preparação dos trabalhadores e de aproximação da população com oportunidades de emprego e empreendedorismo.
A programação reuniu cursos de qualificação, aulas práticas, encaminhamentos para vagas, orientações para pequenos negócios e serviços descentralizados. Novas turmas foram abertas em diferentes regiões da cidade, contemplando áreas como tecnologia, administração, gastronomia, construção civil, atendimento ao público e empreendedorismo. Em menos de uma semana, a Fundat concluiu dez turmas de qualificação e iniciou novas formações gratuitas.
Parcerias com instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Sebrae/SE e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/SE) foram apontadas como elementos de aproximação entre as formações oferecidas e as demandas do mercado, além de proporcionar experiências práticas e orientar pessoas interessadas em abrir ou ampliar o próprio negócio.
“Esse resultado mostra que Aracaju está avançando na geração de oportunidades. Em julho, ampliamos a qualificação profissional, fortalecemos as parcerias com o setor produtivo e levamos os serviços da Fundat para mais perto das comunidades. Nosso compromisso é continuar preparando os trabalhadores, apoiando quem deseja empreender e criando caminhos para que mais aracajuanos participem desse crescimento.”
A aproximação entre trabalhadores e empresas também foi fortalecida com a segunda edição do programa Empresa Protagonista, voltado a jovens em busca da primeira experiência profissional. Nos atendimentos de intermediação de mão de obra, a população teve acesso ao cadastro de currículos e a encaminhamentos para processos seletivos.
As ações Giro Fundat e Tamo Junto Aracaju levaram serviços de qualificação, cidadania, empregabilidade e empreendedorismo diretamente às comunidades, ampliando o acesso às políticas públicas e facilitando o atendimento aos moradores de diferentes regiões. A atuação da Fundat também contemplou pequenos negócios, mulheres empreendedoras e iniciativas de economia solidária, com orientações sobre formalização, gestão, comercialização e geração de renda.
Em maio de 2026, o Ministério do Trabalho e Emprego atualizou o estoque de referência do Novo Caged com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2025. A revisão alterou os estoques de vínculos formais dos estados e municípios e recalculou a série histórica de 2026. A mudança teve natureza estatística e não representou, por si só, o fechamento de postos de trabalho; antes da atualização, Aracaju já havia ultrapassado a marca de 200 mil empregos formais, e a diferença em relação ao estoque atual decorre da revisão metodológica realizada pelo Ministério.
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