Aracaju (SE) – A prefeita Emília Corrêa inaugurou, nesta segunda-feira (12), o Centro de Triagem de Resíduos Sólidos Marilene Alves e assinou termo de cooperação que garante repasse mensal de aproximadamente R$ 1 milhão, por 60 meses, às cooperativas de catadores que atuam na capital. O investimento totaliza R$ 57.286.752,00.
O acordo, celebrado no próprio centro de triagem, também formalizou parceria com a Associação Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (ANCAT). A iniciativa alcança 425 catadores autônomos, incluídos no projeto Conexão Cidadã, voltado à inclusão social e produtiva da categoria.
Estrutura do novo equipamento
Instalado com banheiros, vestiários, área administrativa e espaço para armazenamento de materiais, o centro dispõe de plataforma balança, empilhadeira, esteira de triagem, fragmentadora de papel e trituradora de vidro. A compra dos equipamentos exigiu aporte de R$ 1.192.567,50.
Reconhecimento aos catadores
Durante a cerimônia, Emília Corrêa homenageou a catadora Marilene Alves, falecida, ao batizar o equipamento com seu nome. “Eles deixam de ser invisíveis e passam a ser valorizados”, afirmou a gestora.
Presidente da ANCAT, Roberto da Rocha classificou o modelo aracajuano como referência nacional. Segundo ele, além da triagem, os trabalhadores serão remunerados por quilometragem da coleta e por atividades de educação ambiental, algo inédito no país.
Depoimentos das cooperativas
Maria José da Conceição Felipe, 47 anos, da Cooperativa União, celebrou o “espaço amplo e estruturado”. “Antes era difícil sem local para guardar material”, relatou.
Cícero do Nascimento Santos, 40 anos, da Cooperativa da Zona Norte, destacou o orgulho da profissão: “Temos um trabalho digno que põe comida na mesa; este centro vai nos ajudar”.
Jackson Muller, o Buiu, presidente da Cooperativa União, definiu o projeto como “sonho realizado”. Já Dárcio Ferreira dos Santos, da CARE, lembrou a luta de mais de 25 anos pela formalização do serviço.
Ampliação da coleta
Hugo Esoj, presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos, informou que a frota destinada à coleta seletiva passará de três para oito caminhões, em operação conjunta com as cooperativas e a ANCAT.
A prefeitura afirma que o processo foi construído com diálogo, escuta ativa e acompanhamento de órgãos de controle, envolvendo as secretarias municipais da Família, Assistência Social, Saúde, Educação e Meio Ambiente, além da Guarda Municipal e da Fundação Cultural Cidade de Aracaju.
Com a implantação do centro e a garantia de recursos, a gestão municipal espera transformar Aracaju em referência para outras capitais na integração social dos catadores e no fortalecimento da coleta seletiva.
De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, políticas de resíduos sólidos que envolvem cooperativas de catadores elevam a reciclagem e reduzem o impacto ambiental dos municípios.
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Com informações de FaxAju




