Paris – O bilionário francês Bernard Arnault, presidente do grupo de luxo LVMH, afirmou que a proposta de um imposto anual de 2% sobre patrimônios superiores a 100 milhões de euros (R$ 629,1 milhões) representa “um desejo claramente declarado de destruir a economia francesa”. A declaração foi dada ao jornal britânico Sunday Times e publicada neste domingo (22).
Críticas ao economista responsável
Arnault chamou Gabriel Zucman, economista que elaborou o plano, de “ativista de extrema esquerda” e acusou o professor da École Normale Supérieure e da Universidade da Califórnia, em Berkeley, de usar “competência pseudoacadêmica” para defender uma agenda contrária ao sistema econômico liberal.
Zucman rebateu as críticas pelo X (antigo Twitter). “Nunca fui ativista de nenhum movimento ou partido. Meu trabalho é baseado em pesquisa, não em ideologia”, escreveu. O economista tem destacado em entrevistas que os ultrarricos pagam proporcionalmente menos impostos do que a maioria da população, disparidade que o novo tributo buscaria reduzir.
Pressão política sobre o governo
O Partido Socialista pressiona o primeiro-ministro Sébastien Lecornu a incluir a taxação no orçamento de 2026. Caso o tema seja ignorado, a legenda ameaça apresentar uma moção de censura que pode levar à queda do governo.
Apoio popular
Uma pesquisa do instituto Ifop, encomendada pelos socialistas neste mês, indica que 86% dos franceses aprovam a cobrança do imposto sobre as grandes fortunas.
Arnault, homem mais rico da França, argumenta que a medida seria prejudicial a investimentos e empregos no país. “Esse não é um debate técnico ou econômico”, disse ele ao Sunday Times, “mas um ataque à economia que funciona para o bem de todos”.
O governo ainda não definiu se incluirá a proposta no projeto de lei orçamentária do próximo ano.
Segundo relatório da OCDE, discussões sobre tributação de grandes fortunas têm avançado em diversos países desenvolvidos.
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O debate sobre a taxação dos super-ricos segue em destaque na agenda econômica francesa; continue acompanhando nosso noticiário para mais desdobramentos.
Com informações de g1.globo.com
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