No interior de São Paulo, cafeicultores e artistas do bonsai estão dando um destino inusitado a pés de café com mais de 20 anos: as plantas são retiradas do solo e transformadas em miniaturas que preservam a aparência de árvores adultas.
A técnica, conhecida como yamadori, consiste na coleta de árvores com sistema radicular superficial e tronco já formado. Após a retirada, o torrão é acomodado em um vaso provisório, onde permanece cerca de um ano para adaptação.
Processo cuidadoso
Durante esse período, podas regulares garantem equilíbrio entre copa e raízes. Ferramentas simples – tesouras de poda ou alicates – são suficientes, desde que o cultivador respeite a modelagem natural da planta.
Mercado em expansão
O interesse por bonsai impulsiona um nicho comercial: exemplares mais simples custam pouco, enquanto peças consideradas artísticas podem atingir valores de milhares de reais. Além da venda de plantas prontas, o segmento movimenta cursos, consultorias e a produção de mudas.
A escolha do vaso é outro ponto determinante, pois influencia tanto a estética quanto o desenvolvimento do bonsai. Cada corte e cada recipiente, segundo cultivadores, “conta uma história” e transforma a passagem do tempo em arte viva.
O resultado são miniaturas que podem durar décadas e levam para dentro de casa um pedaço da cultura cafeeira do estado.
Reportagem exibida em 28/12/2025.
Em publicações da Embrapa, pesquisadores detalham práticas sustentáveis para o cultivo de café, conhecimento que também beneficia a etapa inicial de formação dos bonsais.
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Com informações de G1
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