James “Jim” Continenza, 63 anos, dirige a Kodak desde julho de 2020 com a missão de resgatar a companhia que marcou a história da fotografia e declarou falência em 2012. Filho de costureira e zelador, o executivo ítalo-americano percorre pessoalmente fábricas e escritórios da empresa, que hoje emprega cerca de 4 mil pessoas, para acelerar decisões e reduzir a burocracia interna.
Enxugamento da hierarquia
Em entrevista ao Financial Times, Continenza afirmou que, ao assumir o comando, reuniões demoravam dias para ser marcadas e dados básicos levavam semanas para chegar à diretoria. Ele reorganizou a estrutura, concentrou decisões em um grupo menor de executivos e direcionou cada área para suas competências principais.
Da liderança ao legado
Especialista em turnaround, Continenza integrou o conselho da Kodak em 2013, a convite de credores, e tornou-se presidente do colegiado em 2019. Antes, passou por AT&T e Lucent, sempre focado em recuperar empresas em dificuldades.
Desafios financeiros
Apesar de ter saído da falência em 2013, a Kodak ainda enfrenta dívidas de cerca de US$ 500 milhões. No segundo trimestre de 2025, registrou prejuízo de US$ 26 milhões e recuo de 1% na receita em relação a 2024. Para aliviar o caixa, a empresa extinguiu um plano de previdência privada superfinanciado e pretende usar parte dos recursos liberados para abater passivos.
Novas frentes de atuação
Desde 2020, a Kodak diversificou o portfólio e passou a produzir insumos farmacêuticos a pedido do governo dos Estados Unidos, além de manter filmes para cinema, produtos químicos industriais e o licenciamento da marca para itens de consumo. Atualmente, os investimentos se concentram em três áreas:
- impressão comercial;
- materiais e produtos químicos avançados, como revestimentos para baterias e antenas;
- produção farmacêutica de reagentes aprovados pela FDA.
A permanência dos filmes analógicos, cuja demanda voltou a crescer entre fotógrafos e cineastas, também integra a estratégia de receita.
Meta de saída
Continenza calcula que 90% da reestruturação já foi concluída e projeta finalizar o processo em até dois anos. Quando encerrada essa etapa, ele pretende deixar o cargo para que “outra pessoa assuma e leve a Kodak para o próximo capítulo”.
A legislação e as exigências da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) são consideradas determinantes para a expansão da área farmacêutica da companhia.
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Em resumo, a Kodak aposta no enxugamento administrativo e na diversificação de produtos para superar dívidas e retomar a relevância no mercado mundial. Continue acompanhando nosso site para mais atualizações sobre grandes empresas em processo de recuperação.
Com informações de g1
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