Brasília – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira (22) que a proporção de domicílios ocupados por apenas uma pessoa aumentou de 12,2% em 2012 para 18,6% em 2024, ganho de 6,4 pontos percentuais em 12 anos.
Envelhecimento e migração impulsionam lares unipessoais
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), dois fatores explicam o avanço dos chamados lares unipessoais: o envelhecimento populacional e os fluxos migratórios internos. O levantamento indica que 40,5% das pessoas que moravam sozinhas no ano passado tinham 60 anos ou mais.
No recorte regional, a maior participação de domicílios compostos apenas por idosos foi registrada no Sudeste (19,6%), seguida por Centro-Oeste (19,0%) e Sul (18,9%).
Transformação da estrutura etária
A pesquisa destaca que a pirâmide etária brasileira continua se modificando. O número de habitantes com menos de 30 anos caiu de 98,2 milhões em 2012 para 89 milhões em 2024, retração de 9,4%. Paralelamente, cresce a parcela de idosos: 69,8% dos brasileiros com 60 anos ou mais já utilizam a internet.
“A base da população está encolhendo, enquanto o topo se alarga, evidenciando maior longevidade”, afirma William Kratochwill, analista da PNAD Contínua. Ele observa ainda que as mulheres vivem, em média, mais que os homens, o que contribui para o aumento de domicílios unipessoais mantidos por idosas.
Retrato dos domicílios brasileiros
O levantamento Características gerais dos domicílios e moradores 2024 contabilizou 77,3 milhões de moradias ocupadas por 211,9 milhões de pessoas. As famílias nucleares ainda predominam, representando 65,7% dos lares, mas a participação caiu quatro pontos percentuais desde 2012.
A distribuição populacional permanece concentrada no Sudeste, que abriga 88,6 milhões de habitantes (41,8% do total). O Nordeste responde por 26,9%, o Sul por 14,7%, enquanto Norte e Centro-Oeste têm 8,6% e 8%, respectivamente.
O IBGE ressalta que boa parte dos lares formados por apenas um morador fica em áreas que recebem forte migração em busca de emprego. Jovens deixam a casa dos pais para trabalhar em outros estados, contribuindo para o crescimento desse tipo de domicílio.

Imagem: g1.globo.com
O avanço dos lares unipessoais, aliado ao envelhecimento, reforça desafios para políticas públicas voltadas a saúde, moradia e inclusão digital.
Mais detalhes sobre a metodologia da PNAD Contínua podem ser consultados no site do IBGE.
Para acompanhar outras reportagens sobre demografia e qualidade de vida, visite a editoria de Destaques em nosso portal.
O crescimento dos lares com apenas um morador reflete profundas mudanças sociais e demográficas no país. Fique por dentro dessas transformações acompanhando nossas atualizações e compartilhando a notícia.
Com informações de g1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








