A probabilidade de desempregados na Alemanha encontrarem um novo posto de trabalho caiu ao nível mais baixo da série histórica, informou a presidente da Agência Federal de Emprego, Andrea Nahles, em entrevista publicada nesta quinta-feira (28).
Segundo a dirigente, o indicador que mede as chances de recolocação, normalmente situado em torno de 7 pontos, recuou para 5,7, “valor mais baixo de todos os tempos”. Nahles descreveu o status quo do mercado como “estagnado há meses”, sem sinais de recuperação.
A líder da autarquia ressaltou que profissionais com alta qualificação ainda encontram espaço, enquanto jovens que buscam o primeiro emprego enfrentam obstáculos maiores. Integrante da direção do Partido Social-Democrata (SPD), Nahles também criticou uma proposta de reforma dos benefícios de assistência social que pretende priorizar a rápida colocação de quem está sem trabalho. Para ela, a medida pode ser “problemática” se ignorar o perfil de qualificação de cada candidato.
Desemprego supera 3 milhões
Em agosto, o número de desempregados no país ultrapassou 3 milhões pela primeira vez em mais de uma década. No mesmo período, havia 631 mil vagas abertas, 68 mil a menos que no ano anterior. O cenário pressiona a coalizão liderada pelo chanceler Friedrich Merz, que prometeu priorizar o tema.
Apesar da alta geral no desemprego, setores como cuidados em hospitais e lares de idosos continuam registrando falta de mão de obra qualificada. Para suprir a demanda, o governo federal tem intensificado o recrutamento de profissionais estrangeiros, inclusive no Brasil.
Mais detalhes sobre os indicadores podem ser consultados no site oficial da Agência Federal de Emprego da Alemanha, que publica relatórios mensais sobre a situação do mercado de trabalho.
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Com informações de G1
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