BRASÍLIA – O valor médio do diesel vendido nos postos brasileiros caiu 0,2%, fixando-se em R$ 7,43, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). É a primeira retração desde o início dos bombardeios de 28 de fevereiro envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, conflito que estremecia o mercado global de energia.
- Em resumo: recuo do Brent e operações de fiscalização contêm alta do combustível.
Fiscalização freia abusos na bomba
Com o barril do Brent oscilando, mas longe do pico de US$ 118,32, a ANP intensificou, ao lado da Polícia Federal, blitzes em distribuidoras e postos para coibir preços abusivos – estratégia vista como decisiva por analistas e revendedores.
Segundo a autarquia, denúncias podem ser encaminhadas em um canal exclusivo; a medida reforça o cerco a práticas irregulares e foi elogiada até por técnicos do Banco Central que monitoram pressão inflacionária.
“Acredito que o aumento da fiscalização sobre as distribuidoras seja a principal razão dessa estabilidade”, pontuou Rodrigo Zingales, da Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres (Abrilivre).
Por que o alívio ainda é tímido?
A gasolina encolheu apenas R$ 0,01, para R$ 6,77, enquanto o etanol recuou a R$ 4,69. A diferença de ritmo tem explicação: cada centavo depende do câmbio, da cotação internacional e da fatia de impostos – hoje sob proposta de subsídio e isenção parcial pelo governo federal.
Levantamento da ANP mostra que, na primeira semana de março, o consumidor pagava R$ 6,08 pelo litro do diesel; em 14 de março, o valor já atingia R$ 6,80. A disparada acionou o gabinete de crise em Brasília, que estuda ampliar estoques estratégicos e compensar refinarias para manter produção.
Mesmo com a trégua desta sexta-feira (11), especialistas alertam que qualquer escalada militar no Oriente Médio pode devolver pressão imediata às bombas brasileiras.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo
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