BRASÍLIA / ANP – Dados divulgados nesta sexta-feira (27) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostram que o litro do diesel já custa em média R$ 7,45 no país, alta acumulada de 23,55% desde o início da guerra no Oriente Médio, intensificando o risco de repasses em cadeia ao consumidor.
- Em resumo: em apenas quatro semanas, o diesel encareceu quase R$ 1,50 e pressiona o preço do frete em todo o Brasil.
Por que o avanço perdeu força nos últimos dias
Duas variáveis travaram uma nova disparada: a cotação internacional do barril estabilizou em torno de US$ 106 e o governo zerou PIS/Cofins, além de prometer subvenção de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores. A combinação segurou o ritmo de aumento, mas não reverteu a escalada já registrada. Segundo o Banco Central, qualquer choque prolongado no diesel impacta diretamente a inflação de curto prazo.
No levantamento semanal, a ANP encontrou o valor mais alto – R$ 9,35 – em Porto Seguro (BA). O menor preço, R$ 5,47, apareceu em Mococa (SP), evidenciando forte disparidade regional.
“O diesel é o coração da logística brasileira; quando ele sobe, tudo sobe junto”, alertam analistas do setor de combustíveis.
Efeitos imediatos na cadeia de transporte e consumo
O combustível move a maior parte dos caminhões que cruzam o país. Transportadoras já sinalizam reajuste no frete, custo que tradicionalmente chega às gôndolas de supermercados e ao bolso do consumidor. Em paralelo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiga possíveis práticas abusivas de postos, acionado por sindicatos que relatam preços recordes sem alteração prévia nas refinarias.
Especialistas lembram que o patamar atual do barril ainda é 86% superior ao de fevereiro, o que mantém o mercado em alerta. Se o conflito prolongar a pressão no petróleo, novas altas não estão descartadas, mesmo com o pacote fiscal anunciado pelo Planalto.
Crédito da imagem: Divulgação
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