São Paulo — O dólar operava em alta de 0,59% na manhã desta segunda-feira (29), negociado a R$ 5,5755 por volta das 10h35. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,28%, aos 160.453 pontos.
O início da última semana de 2025 tem negociações mais leves, reflexo do calendário de fim de ano. “A liquidez está comprometida e, com isso, a volatilidade tende a aumentar nestes três dias”, avaliou Fernando Bergallo, diretor da FB Capital, à Reuters.
Fatores externos
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump declarou no domingo (28) que “está muito perto” de anunciar um plano de paz para a Ucrânia. Ele propôs garantias de segurança por 15 anos, enquanto o presidente Volodymyr Zelensky quer 50 anos. A Rússia condiciona o acordo à retirada das tropas ucranianas do Donbass.
Também nesta semana, investidores acompanham a ata da mais recente reunião do Federal Reserve. O banco central norte-americano reduziu a taxa básica em 0,25 ponto, para 3,50%–3,75% ao ano, o menor patamar desde setembro de 2022, e o mercado busca sinais de novos cortes.
Indicadores domésticos
O Banco Central divulgou novo Boletim Focus: a projeção de inflação para 2025 caiu para 4,32%, sétima queda seguida, e para 2026 recuou para 4,05%.
Dados de emprego também estão no radar. O IBGE divulga a taxa de desemprego de novembro e o Ministério do Trabalho apresenta o Caged de novembro na terça-feira (30).
Desempenho acumulado
Dólar
Semana: +0,27%
Mês: +3,91%
Ano: −10,29%
Ibovespa
Semana: +1,53%
Mês: +1,15%
Ano: +33,76%
Bolsas internacionais
Wall Street fechou em leve baixa na sexta-feira (27): S&P 500 caiu 0,03%, Dow Jones 0,04% e Nasdaq 0,09%. Na Europa, as bolsas permaneceram fechadas pelo feriado de Natal. Na Ásia, os mercados encerraram em alta: Xangai avançou 0,10% (3.963 pontos), Nikkei 0,68% (50.750), Kospi 0,51% (4.129), Taiex 0,65% (28.556) e Straits Times ficou estável (4.636). Hong Kong não operou.
Com menor volume e atenção dividida entre indicadores locais e cenário externo, a volatilidade deve marcar os últimos pregões de 2025.
Segundo o Banco Central do Brasil, as próximas divulgações de inflação e atividade podem influenciar a trajetória dos juros domésticos.
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Em síntese, a combinação de menor liquidez, expectativa sobre a ata do Fed e negociações internacionais mantém o mercado cauteloso. Continue acompanhando nossas atualizações para entender como esses fatores impactam seu bolso.
Com informações de G1




