Dólar dispara a R$5,28 enquanto petróleo rompe US$115
São Paulo/SP – Na manhã desta quinta-feira (19), às 10h10, o dólar comercial avançava 0,67%, a R$ 5,2808, enquanto o Ibovespa recuava 1,1%, refletindo o salto do petróleo após novos ataques a instalações energéticas no Oriente Médio.
- Em resumo: tensão geopolítica elevou o Brent acima de US$ 115 e contaminou câmbio e bolsas globais.
Por que o conflito mexe com o seu bolso?
O Irã declarou “nova fase” da guerra ao mirar estruturas de energia ligadas aos Estados Unidos no Golfo. A retaliação veio depois do bombardeio ao maior campo de gás do mundo em território iraniano. Segundo dados do Banco Central, choques no preço do barril costumam atingir imediatamente as expectativas de inflação e, consequentemente, o câmbio.
Como reflexo, o Brent, referência global, bateu o maior patamar em mais de uma semana, superando US$ 115. O gás natural na Europa chegou a disparar 35% no intradia, sinalizando custo de energia mais alto para a indústria e para o consumidor final.
“O Brent — referência do mercado — alcançou o maior nível em mais de uma semana e superou os US$ 115 por barril.”
Efeito dominó: diesel, juros e bolsa em xeque
No Brasil, o governo avalia zerar o ICMS de importação do diesel até maio para segurar preços em ano eleitoral. Medidas semelhantes já foram adotadas em 2022, quando o combustível respondeu por 8% da cesta do IPCA.
Do lado monetário, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic para 14,75% ao ano, enquanto o Federal Reserve manteve juros entre 3,50% e 3,75%. A diferença, embora menos ampla, ainda coloca pressão sobre o real: juros mais altos nos EUA atraem capital financeiro que poderia ficar em mercados emergentes.
O investidor também monitora decisões do Banco do Japão, do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra. Nesta quinta, dirigentes britânicos admitiram novas altas, provocando venda em massa de títulos curtos e derrubando o índice FTSE 100 em 2,40%.
No exterior, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq futuro operavam em queda, sinalizando aversão global ao risco. Na Ásia, Xangai, Hong Kong e Nikkei fecharam no vermelho, consolidando um cenário de fuga de ativos mais arriscados.
O que você acha? A escalada do conflito deve manter o dólar acima de R$ 5,20? Para mais análises de economia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








