São Paulo, 21 de agosto de 2025 – O dólar comercial iniciou a quinta-feira em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,487 por volta das 9h45. O Ibovespa, principal índice da B3, passou a ser negociado às 10h, sob expectativa de maior volatilidade.
Pressão política e relações externas
O avanço da moeda norte-americana ocorre em meio ao indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por tentativa de coação a autoridades ligadas ao processo sobre suposta tentativa de golpe de Estado. A investigação da Polícia Federal reacende tensões diplomáticas, já que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a Justiça brasileira e a relacionar o caso às tarifas de 50% impostas a produtos do país em 9 de julho.
Agenda doméstica
No cenário interno, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participam da 9ª edição do Salão do Turismo, em São Paulo. A Receita Federal divulga hoje os dados de arrecadação de julho, enquanto o Tesouro Nacional realiza leilão tradicional de LTN e NTN-F.
Indicadores norte-americanos
Nos Estados Unidos, saem nesta manhã os pedidos semanais de auxílio-desemprego, dados do setor imobiliário, PMIs da indústria e informações sobre exportações de grãos. Paralelamente, o Simpósio de Jackson Hole segue até sábado (23), com discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, programado para sexta-feira.
Números acumulados
Dólar
Acumulado da semana: +1,38%
Acumulado do mês: ‑2,28%
Acumulado do ano: ‑11,44%
Ibovespa
Acumulado da semana: ‑1,23%
Acumulado do mês: +1,20%
Acumulado do ano: +11,96%
Pesquisa Quaest
Levantamento divulgado hoje pela Quaest mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente em todos os cenários de primeiro e segundo turno para as eleições de 2026. A sondagem ainda apontou aumento de três pontos na aprovação do governo, que alcançou 46%, enquanto a desaprovação recuou para 51%.
Fluxo cambial
Até 15 de agosto, o fluxo cambial foi positivo em US$ 149 milhões, impulsionado por entrada líquida de US$ 687 milhões no canal financeiro. No acumulado do ano, porém, o saldo segue negativo em US$ 14,692 bilhões.
Ata do Fed
Documento divulgado ontem revela que, na reunião de 29 e 30 de julho, “quase todos” os dirigentes do Federal Reserve defenderam manter a taxa de juros entre 4,25% e 4,50%. Apenas Michelle Bowman e Christopher Waller votaram por corte de 0,25 ponto percentual.

Imagem: g1.globo.com
Bolsas internacionais
Na Europa, o índice Stoxx 600 recua 0,38%, enquanto DAX (Alemanha) perde 0,30%, FTSE 100 (Reino Unido) cai 0,28%, CAC 40 (França) cede 0,61% e FTSE MIB (Itália) tem baixa de 0,05%. O bloco europeu e os EUA assinaram hoje acordo que prevê tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos europeus. Na Ásia, Xangai subiu 0,13% e o CSI300 avançou 0,39%; Tóquio caiu 0,65%, e Hong Kong recuou 0,24%.
Com a combinação de incertezas políticas internas e expectativa pelos dados econômicos norte-americanos, analistas avaliam que o câmbio deve seguir volátil nos próximos pregões.
De acordo com o Banco Central do Brasil, variações no fluxo cambial tendem a influenciar diretamente o comportamento da moeda.
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Resumo: o dólar abriu em alta diante da tensão política gerada pelo indiciamento de Jair Bolsonaro e dos sinais de desaceleração nos EUA. Continue acompanhando nossas atualizações e receba alertas em tempo real.
Com informações de G1
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