Informações divulgadas às 1h57 (horário de Brasília, UTC-3) deste sábado (14) indicam que a embaixada dos Estados Unidos, localizada no centro de Bagdá, capital do Iraque, foi alvo de disparos de mísseis. A agência Reuters e veículos de imprensa iranianos relataram fumaça no local, mas não forneceram detalhes sobre vítimas ou a extensão dos danos.
O ataque ocorre em meio à escalada da guerra que opõe Estados Unidos e Israel ao Irã. No mesmo contexto, o ex-presidente norte-americano Donald Trump voltou a ameaçar a infraestrutura petrolífera da Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo iraniano e situada a aproximadamente 500 quilômetros do Estreito de Ormuz.
Kharg sob fogo e bloqueio no Estreito de Ormuz
Na sexta-feira (13), o Comando Central dos Estados Unidos afirmou ter atingido mais de 90 alvos militares iranianos na Ilha de Kharg, incluindo minas navais, bunkers e mísseis. Segundo o próprio comando, a infraestrutura dedicada ao petróleo não foi danificada.
Apesar do bloqueio que, segundo a Organização das Nações Unidas, reduziu em 97% o tráfego no Estreito de Ormuz desde o início do conflito, o embaixador do Irã na Índia informou que alguns navios indianos receberam autorização para atravessar a rota marítima. O número de embarcações liberadas não foi confirmado.
Danos ao patrimônio cultural e vítimas civis
O Ministério do Patrimônio Cultural do Irã contabilizou a destruição parcial de 56 museus e monumentos históricos, entre eles sítios considerados patrimônios da humanidade, atribuída a ataques de Israel e dos Estados Unidos.
A imprensa iraniana também noticiou a morte de seis civis — incluindo um bebê de seis meses — em um ataque de drones contra um prédio residencial no oeste do país neste sábado, que deixou outras 31 pessoas feridas.
Especialistas consultados pela Reuters avaliam que o cerco implementado pelo Irã, apoiado por novos armamentos, pode dificultar eventuais operações de escolta de petroleiros pelos Estados Unidos, recurso utilizado durante a guerra Irã-Iraque na década de 1980.
Fonte: Agência Brasil




