As Secretarias de Estado da Saúde (SES), de Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic) e de Políticas para as Mulheres (SPM) promoveram, na segunda-feira, 9, uma programação especial no Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Aquino (CER IV). O objetivo foi fortalecer, acolher e reconhecer mães de pacientes, profissionais de saúde e convidadas que convivem diariamente com os desafios do cuidado.
Ao abrir o encontro, a primeira-dama e titular da Seasic, Érica Mitidieri, lembrou que o Dia Internacional da Mulher deve servir de reflexão sobre a dupla jornada enfrentada por quem, muitas vezes, cria os filhos sozinha. Ela citou o programa “Cuidando de Quem Cuida”, além de aulas de pilates e oficinas de gastronomia, como exemplos de ações que buscam tornar a rotina dessas mulheres mais leve.
No decorrer das atividades, foram discutidos temas como assistência social para mães atípicas, enfrentamento ao feminicídio, conciliação entre trabalho, maternidade e vida pessoal, além de superação e resiliência diante dos medos que marcam a trajetória feminina.
O diretor do CER IV, André Lucas Lima, destacou que cerca de 80% a 90% dos profissionais da unidade são mulheres, o que reforça a competência técnica feminina. “Reunimos secretárias, mães, advogadas e policiais para evidenciar o papel da mulher em um momento em que casos de feminicídio ainda são frequentes”, afirmou.
Debate sobre violência de gênero
Para a coordenadora de prevenção à violência e criminalidade da Secretaria de Segurança Pública, Abigail Souza, ampliar o diálogo sobre o tema é fundamental. Ela alertou para o crescimento de discursos machistas e misóginos, principalmente no ambiente virtual, e defendeu uma atuação intersetorial no combate à violência.
A secretária da SPM, Georlize Teles, complementou que valores de desigualdade são ensinados desde a infância. “Muitas vezes, mulheres também reproduzem padrões com os quais foram educadas. É preciso romper com essas ideias para avançar em direção a uma sociedade mais justa”, observou.
Acolhimento às famílias
Segundo a coordenadora do CER IV, Luciana Ramalho da Gama, momentos de troca como o realizado reforçam informações e estreitam laços entre mães, filhos e profissionais.
Participante do encontro, a dona de casa Aline Trindade, mãe de Ray Davi, classificou o acolhimento como essencial para o desenvolvimento de crianças com autismo. Já Alcilene Santos, também dona de casa, disse que a iniciativa dá visibilidade às mulheres e estimula a denúncia da violência doméstica.
Além dos debates, o Espaço da Mulher CER IV ofereceu serviços de limpeza de pele, maquiagem, cabeleireiro e manicure, proporcionando momentos de autocuidado e estímulo à autoestima.
Fonte: Saúde/SE
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